A jornalista compartilha a sensação de estar acompanhando o evento logo depois da apresentação dos autores chineses Ma Jian e Xinram, acompanhe.
A jornalista compartilha a sensação de estar acompanhando o evento logo depois da apresentação dos autores chineses Ma Jian e Xinram, acompanhe.

watch?v=uxavBRERWOg (clique no link e veja vídeo).
O filósofo e escritor Ollivier Pourriol, de Cinefilô comenta o prazer de estar na Flip. Sua aula de filosofia baseada em filmes fez enorme sucesso na Casa de Cultura de Paraty. Ele contou também que é fan de Walter Moreira Salles e Hector Babenco.
A coordenadora de O Livreiro, Joyce Meyer, explica o que é e apresenta o site lançado na Flip. Muita animação em torno do stand do projeto, um monte de gente bacana já está experimentando. Acompanhe:

Frisson, c’est ça!
O terceiro dia da Flip começou nublado e úmido, sem frio, e com a poética perene do modernista Manuel Bandeira discutida por três poetas de uma nova geração que se reconhece em sua vanguarda: Angelica Freitas, Eucanaã Ferraz e Heitor Ferraz; Poesia está na moda de novo com Bandeira e celulares multimídia em punho.
Depois, para abrir o apetite, Bernardo Carvalho e Atiq Rahimi comentaram os sentidos da realidade para escrever ficção. Transmitiram o vírus da literatura que interessa e viraram assunto recorrente, foi legal. Por falar em realidade, esqueci de mencionar do panfleto sobre a gripe H1N1 que foi fartamente distribuido no primeiro dia! Medo da multidão aglomerada!? Passou…
Com fome, um batalhão seguiu para o famoso almoço com todos os autores franceses convidados, a sétima edição da festa literária foi marcada pelo Ano da França no Brasil e está um sucesso. (Amanhã coloco video com Pourriol, ele está adorando tudo isso!).
Depois, a idealizadora da Flip, Liz Calder, conversou com a irlandesa Edna O’Brien e vieram memórias da Irlanda na veia, o doidão genial do Lord Byron, assuntos de família sempre profundos e relevantes. Os livros dela caem muito bem mas o papo e a homenagem à Obama acabaram não encantando muita gente.
E chega a vez do mega falado Mario Bellatin, que está com tudo e também com a prosa, encontrar Cristovão Tezza premiado da silva para questionar o ‘eu profundo e os outros eus’ da experiência pessoal na literatura. Vou encontrar com Mario amanhã cedo (sábado), ái, olha que horas são! O Cristovão é o entrevistado da Revista da Cultura. Superbons esses dois caras.
18:30h, aí, já causando alvoroço com as maiores filas, a maior expectativa nem um pouco inédita ou inesperada, as tendas do autor, do telão e seu entorno totalmente tomadas pelo povo, é hora de ver Chico Buarque passar contando coisas do escrever. E ele surge no palco cheio de graça, arrepiando a turba quase ensandecida, vips incluídos, acompanhado por Milton Hatoum e Samuel Titan Jr.
Curioso, tive a impressão que uma espécie de saciedade e de paz invadiu a platéia neste momento, tirando umas risadas tensas aqui e ali só no comecinho das falas. Chico é Chico, com muita generosidade e elegancia ele deu o que os flipeiros queriam: aproximou-se, brasileiro, simpático, bonito, inteligente. Hatoum ajudou, cumplices na criação de obras de arte. A noite abriu, a lua quase cheia não estava mais iluminada do que os espíritos da gente.
E rolou a festa, friday night feever no centro colonial de Paraty, que só dá pra admirar parado, se olhar andando o risco de tropeçar nas pedras do calçamento histórico é grande. Um problema para quem quer paquerar ou admirar a arquitetura ;-).
Amanhã tem mais, é sábado e acho que ensolarado. Gay Talese circula pisando as pedras do calçamento das ruas da cidade com um guarda chuva listado e chapéu, figura!!!
Na saída do Chico peguei um depoimento da Marina Person fofa. Nem vou colocar foto do Chico já que não ficaram tão boas apesar de eu ter ficado até perto dele, se alguém pedir depois publico, ok?
Frisson! Essa palavra marcou o dia. Tanta coisa aconteceu que pareceu uma semana inteira.
Cristóvão Tezza está entre os escritores mais premiados da cena literária em língua portuguesa. Com O filho eterno, lançado no final de 2007, ganhou os cobiçados Portugal Telecom, Bravo! Prime, Jabuti, APCA e São Paulo de Literatura entre 2008/2009.
A edição de julho da Revista da Cultura, que acaba de chegar às lojas, traz com exclusividade uma entrevista com o escritor catarinense de 56 anos, radicado em Curitiba, que conquistou o reconhecimento da crítica especializada. Na entrevista concedida à Sérgio Miguez ele fala do início da carreira, vida acadêmica, premiações e projetos futuros. Sua obra atravessou o mar e pode agora ser lida em Portugal, França, Itália, Austrália, Nova Zelândia – só para citar alguns países – em traduções cuidadosas que ele acompanha na medida do possível, conforme conta, entre outras curiosidades, nesta entrevista.
Confira também a conversa que tive recentemente com o escritor, que anuncia novo livro que deve ser concluído no segundo semestre.
Acompanhei o biólogo evolucionista e escritor Richard Dawkins, sentado ao lado dele no carro, até o aeroporto de Paraty, onde ele partiu num pequeno avião rumo a Guarulhos para embarcar de volta a Londres. Foi tudo muito rápido, meio no susto. Fui encontrá-lo na pousada Turquesa. Ele estava cansado e preferiu não gravar áudio durante o trajeto, mas chegando no aeroporto deu um depoimento sobre seu último livro lançado no Brasil: A grande história da evolução.
No final da gravação ele viu uma coruja na cerca da pista, que chamou de Hawk (no alto da foto), pediu que eu a fotografasse para mandar pra ele, foram momentos de pura emoção fliperiana.
Uma piada que rolou na volta. Com o tempo fechado no litoral sul carioca e aquele avião pequenino (atrás dele), o motorista do carro comentou: “E ele não vai poder nem rezar!”
A imagem acima é do site em flash criado pelo projeto musical Labuat, da cantora espanhola Virginia Maestro, para lançar sua faixa Soy tu aire, do seu álbum de estreia homônimo. O site é bem bonito e “engraçadinho”, como uma amiga definiu, mas acima de tudo um jeito diferente de lançar uma música na web. Quem não gostar tanto assim do som, pode aproveitar o post para conhecer o trabalho do duo The Pinker Tones, co-produtores do disco Labuat. Gostei da levada dessa faixa do álbum deles Wild Animals chamada Happy Everywhere.
Influência para Nietzsche e Freud, Dostoiévski é considerado um dos maiores escritores do século XIX. Suas obras ganharam novas traduções recentemente, assim como os trabalhos de alguns de seus “companheiros russos” (Púchkin, Tolstói e cia.).
As novas edições desses grandes clássicos da literatura receberam textos críticos de grandes nomes, como Paulo Bezerra e Boris Schnaiderman. É o caso de Memórias do Subsolo. A obra é o desabafo angustiante de um homem que critica os “homens de ação” de sua época. A estes, o narrador-personagem ataca o modo como se subordinam às leis da natureza e creem no “belo e sublime” de Kant, tomando isto como única verdade.
Dostoiévski escreveu Memórias na cabeceira de morte de sua primeira esposa, vítima de tuberculose: fato que talvez explique o tom pessimista que livro possui.
O próprio Nietzsche, em uma carta a um de seus amigos, escrevera sobre o livro: “A voz do sangue (como denominá-lo de outro modo?) fez-se ouvir de imediato e minha alegria não teve limites”.
As primeiras palavras de Memórias do Subsolo revelam a contundência do discurso do personagem: “Sou um homem doente… Um homem mau. Um homem desagradável…”
Vale a pena ler esse clássico da literatura!
Perdi a maioria dos filmes - só hoje vi o post da Adriana Salles, no UoD - mas não consegui deixar de aumentar o coro de divulgação desta 1ª edição do In-edit Brasil - um festival de documentários musicais que nasceu em Barcelona. Mesmo que já tenha passado a maioria das películas, ainda dá para acompanhar alguns nesta sexta e sábado aqui em São Paulo. Fora isso, quem quiser pode acompanhar os filmes no Rio de Janeiro - o festival começa na cidade maravilho dia 9 e vai até 12 - justamente quando é feriado aqui em São Paulo e eu estou pensando seriamente em dar um pulinho lá. Tem muita coisa bacana e linkei alguns trailers dos filmes que mais me deram vontade de assistir: Johnny Cash at Folson Prison; End of the Century: The Story of the Ramones; Godfather of Disco; From Mambo to Hip Hop…Veja aqui todos os docs que fazem parte da mostra. Para ilustrar o post o trailer do doc The Wrecking Crew.
É um site bem bacana que já foi citado aqui. O projeto foi lançado em duas frentes: um estande de apresentação ao lado da lojinha da Flip, e um mega painel montado no largo ao lado da antiga cadeia, em frente ao pier. O site tem escritores recomendando títulos, depoimentos, entrevistas, você poderá fazer sua lista de leitura interagindo com amigos numa rede social, com o suporte do acervo da Livraria Cultura. Por enquanto veja aqui.
Amanhã teremos uma entrevista com a idealizadora e saberemos tudo. No painel foram usados cerca de 2 mil livros compondo a imagem do rosto de Manuel Bandeira. Afaste o olhar que dá pra visualisar melhor! Difícil de fotografar com a minha supercâmera (rsrsrs), mas não havia quem passasse sem parar para admirar e posar para uma foto ao lado do totem.