Luiz Costa Lima é um crítico de literatura brasileira cujas reflexões são fundamentais. Ele acaba de publicar O controle do imaginário e a afirmação do romance (com base no Renascimento o livro revela mecanismos desse controle desde Ariosto até Sterne), entre os caminhos que abre para nossa compreensão voar mais alto, ou mergulhar mais fundo nas obras de ficção, Luiz busca entender “como o escritor toma para si o controle do que imagina”. (Veja matéria da Rosane Pavam que saiu na Carta Capital).
Mudando de assunto, entre os autores que Costa Lima mais admira está Bernardo Carvalho, “que contraria essas bestidades que se costumam dizer, de que não há novas Clarices nem novos Guimarães no Brasil”. Do livro As iniciais (1999), o crítico destaca o trecho onde Bernardo escreve: “A vida é o câncer. O capitalismo é o câncer de si mesmo.” Para confirmar sua tese de que “o capital finaceiro, e não a literatura, está à deriva.”
Falando em Bernardo Carvalho, ele é o entrevistado do mês da edição de maio da Revista da Cultura, que chega nas livrarias da rede na próxima terça-feira dia 5 (não deixe de ler, pegue a sua nos caixas!).
Em material extra, gravamos o escritor em sua casa comentando o recém lançado O filho da mãe, o vídeo fica na pagina do livro no site da Cultura.
Aqui, cenas da entrevista, só para dar o gostinho da boa e reveladora conversa publicada na edição 23 da Revista. Confira!



Esse Patrick é bem louco! Um canadense polivalente. O que me levou ao trabalho dele foi topar com a linha da evolução que está no YouTube e na testeira de seu site (copiei acima), deve ter sido ele quem fez. Provavelmente a criou pensando em outras razões, o sedentarismo, ou a porquice que habita o homem mesmo. Mas remete à gripe suina, o novo drama a assustar a já combalida humanidade globalizada em crise financeira…
Muita gente se prepara para viajar no feriado de 1º. de Maio. As estradas vão transbordar. Os congestionamentos vão enlouquecer aqueles que adoram a loucura da pista única, da fila única, do caminhão à frente, que não tem pressa porque não tem essa de feriado para ele. E lá vamos todos pelas estradas. 

(por Gini, via UoD)
“Nous n´acceptons pas demandes dans d’autres langues”. Ou, algo como: “Não aceitamos pedidos em outras línguas”. Essa nada sutil mensagem parecia piscar no cardápio sem fotos de um típico café parisiense, administrado com a paixão napoleônica pela língua nativa. Foi assim que me vi num labirinto linguístico onde tentava articular de improviso surdo-mudo, com a nada sorridente garçonete, meu desejo por um singelo croissant. Nada de inglês, espanhol ou português naquele estabelecimento. A atendente também não anotava solicitações feitas através de sinais. Vire-se. Entendido!?
Entre os váááários merchandisings na novela Caminho das Índias, um me chamou a atenção ontem. A personagem de Bruno Gagliasso, Tarso (foto), um pouco melhor de suas crises, está deitado na cama de seu quarto lendo. Quando sua irmã entra e pergunta o que ele está fazendo, a resposta é: “Lendo