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Archive for July, 2009

Para fechar a semana, Little Richard!

Hoje é sexta-feira e para fechar a semana com chave de ouro decidi colocar aqui um video sensacional do grande Little Richard, um dos pais do rock n’roll, virtuose do teclado, compositor de inúmeros hits, um dos caras mais doidões da música… Enfim, a lista de adjetivos é grande. Sem mais delongas, com vocês, Little Richard!

Médicos sem fronteiras

foto-blogMédicos sem fronteiras são um grupo de profissionais que dedicam seu tempo salvando vítimas de enchentes, tsunamis, epidemias e quaisquer outros desastres, naturais ou não. A instituição foi fundada em 1971 e, ao contrário da Cruz Vermelha, possui uma “veia jornalística”, denunciando o sofrimento da população em vários cantos do mundo.

Conversei com Raquel Yokoda, uma médica que passou um ano em Moçambique tratando portadores do vírus HIV, em um evento aqui na Livraria. Ela contou sobre sua experiência na África, sobre como preciso lidar com as convicções religiosas para ensinar a população a se prevenir da aids. Confira depois do jump!

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Um furacão chamado Bernard Shaw

shaw2“Muitas pessoas respeitáveis pensavam que não merecíamos ser enforcados”. Esse texto é parte de um bilhete, manuscrito há 79 anos, e encontrado na semana passada pelo investigador Peter Walker durante a revisão de alguns arquivos. Seu autor: George Bernard Shaw.

Shaw não veio a esta vida só para ser um “fora de série”. Nada disso. Veio também para perturbar, desmascarar, fustigar e atiçar todos aqueles que “fora de série” pensassem ser. Mais do que tudo veio para nos divertir, e, acima de tudo, para se divertir. Veio para deixar sua marca (“Minha especialidade é ter razão quando os outros não a têm”).

Autor de mais de 60 peças teatrais, o magistral pensador irlandês jogou lenha em quase todas as fogueiras. Falou sobre tudo, sobre todos, deixando marcas fecundas em muitos debates (“O homem sensato adapta-se ao mundo. O homem insensato insiste em tentar adaptar o mundo a si. Sendo assim, qualquer progresso depende do homem insensato”). Independente do que falava, ou para quem falava, o que deslumbrou a todos foi como falava. Nunca deixou de ser brilhante, mesmo quando defendia teses que pareciam inócuas ou absurdas (“A dança nada mais é do que uma expressão perpendicular de um desejo horizontal, e a moda, afinal, não passa de uma epidemia induzida”).

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Projeto 7 artes: Teatro

   Saudações queridos leitores! Aqui quem vos fala é a Roberta.

   Meu tema para fazer o quadro nesse projeto é o teatro, e devo confessar que meu conhecimento quanto ao assunto é bem escasso. Meu receio em não agradar os admiradores dessa arte é grande. Daí você se pergunta: se essa menina não domina o assunto e está tão insegura, porque escolheu esse tema?

   Simples: acho que todo desafio é válido e só tem a acrescentar.

   Outro motivo que me levou a escolher o tema teatro foi a exposição “A máscara teatral na arte dos Sartori - da Commedia dell’Arte ao mascaramento urbano” que aconteceu na Caixa Cultural em março/abril desse ano. Como foi uma exposição que me marcou muito, foi a primeira coisa que me passou pela cabeça. Inicialmente este será o meu enfoque.

   Como referência teórica estou lendo “Natureza e sentido da improvisação teatral” de Sandra Chacra e “Iniciação ao teatro” de Sábato Magaldi.

   Logo estarei postando os primeiros traços do quadro. :)

Fanta Konatê e troupe Djembedon: música africana de raiz

Vinda das savanas da Guiné na África, Fanta Konatê canta e dança músicas tradicionais de sua aldeia que foram preservadas desde o Império de Mali (do séc. 13). Por mais estranha que a sonoridade possa parecer para ouvidos não iniciados (como os meus), a medida que a apresentação da cantora evolui - acompanhada da troupe Djembedon - é impossível não se envolver com sua música - em algumas partes você se pega realmente balançando e dançando. Eu, que nunca fui à África, fico imaginando como deve ser a experiência de vivenciar esse som lá. A troupe, liderada pelo marido de Fanta, o brasileiro Luiz Kinugawa, é a parte artística de um Instituto chamado África Viva que tem como missão estabelecer intercâmbio entre a cultura brasileira e africana. A apresentaçao do grupo é feita com tambores típicos africanos e que são tão altos que não precisam de nenhum tipo de amplificação elétrica. Eles tocam os Dununs (que são os tambores de base), o Balafon (que seria o precursor do xilofone, conhecido das orquestras, e cujo nome significa bala=rio e fon=som), o Bolon (uma espécie de contrabaixo africano) e, finalmente a grande atração, o Djembe (que é o tambor em formato de taça). O instrumento, no vídeo da apresentação abaixo, é tocado pelo irmão de Fanta, Bangaly Konatê, apenas de passagem no Brasil. Eles estiveram na Livraria Cultura por conta do lançamento, em DVD, do documentário Orí, de Raquel Gerber, considerado um marco de pesquisa das raízes africanas no Brasil. No vídeo, o grupo interpreta a música Sabar, uma homenagem as mulheres como explica Kinugawa. Fanta também possui um CD gravado com o também artista guineano Petit Mamady Keita. Vale a pena conferir um pouco das músicas (aqui).

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7 Artes - Colagens pelo Mundo.

Procurando algumas referências para o meu trabalho de colagem achei alguns artistas que me provocaram diversos sentimentos, desde de o encantamento ao sentimento de “aimeusdeusoqueéisso?”.

Achei que valia a pena apresentar alguns deles:

Hannah Hoch– alemã, nascida em 1889, uma grande representante do movimento dadaísta, como também percussora da fotomontagem. Na época do Terceiro Reich na Alemanha, Hannah se esforçou para permanecer quieta e no plano de funda, já que seus trabalhos desafiavam as representações culturais das mulheres, levantando questões sobre a sexualidade e aos seus papéis de gênero na nova sociedade.

hannah_hoch
Martha Rosler – americana nascida em Nova Iorque, seus trabalhos envolvem vídeos, fotomontagens, instalações e performances. Os trabalhos de Rosler estão centrados nas rotinas do dia-a-dia e na esfera publica, oferecendo a visão pelos os olhos de uma mulher experiente. A mídia e a guerra são temas recorrentes em seus trabalhos, que já foram expostos em vários lugares do mundo.

rosler
David Salle – americano que deu apoio a credibilidade do Neo-Expressionismo, que no entanto está mais próximo do que poderíamos chamar de Neo-Pop. Busca referências na própria história da arte e recorre freqüentemente a revistas, livros e fotografias.
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Prêmio Nobel, dinamite e o repórter atrapalhado

Está chegando mais um Nobel da Literatura. Em outubro deverá ser feita a comunicação e em dezembro o sortudo deverá estar em Estocolmo para receber um prêmio superior a um milhão de dólares. As apostas, indicações, conchavos e lutas de bastidores correm soltas pelo mundo literário. Quem chega lá, e recebe o prêmio, está automaticamente consagrado e evidentemente com mérito, ainda que caiba contestação.

Em castelhano, nove escritores receberam a honraria. Em língua portuguesa, somente Saramago, em 1998. O prêmio desencadeia um processo maiúsculo de busca pela obra do vencedor, bem como pela literatura de seu país de origem, principalmente se esta for “menos conhecida”. Se o Brasil fosse vencedor, com qualquer que fosse o escritor, estaria atraindo a atenção da mídia mundial, do mercado editorial, do público internacional, de outros escritores e assim por diante. Exatamente como ocorreu com Portugal e demais países de língua lusa quando Saramago foi laureado.

Creio que um prêmio Nobel especial deveria ter sido instituído para a profissão de jornalista, ou de repórter, ou de “repórter atrapalhado”. Sem ele, não haveria essa honrosa e distinta premiação. Explica-se: lá pelos idos de 1888, Alfred Nobel, químico brilhante e inventor da dinamite, acordou cedo numa determinada manhã. Era um dia atípico, e o inventor, então com 55 anos, ainda triste com um fato ocorrido na véspera, foi ler os jornais do dia. Quando folheou a página de obituários, encontrou uma notícia sobre o falecimento do “O Rei da Dinamite”, onde o jornal afirmava que “Alfred Nobel, o mercador da morte, homem que construiu fortuna explodindo coisas – e pessoas – está morto”. Óbvio que a notícia estava equivocada. O repórter confundiu o nome de Alfred com o de seu irmão Ludwig, que havia sim falecido no dia anterior.

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7 Artes - Com cheirinho de café.

Como falar de música sem falar de partituras, que são uma representação escrita da música padronizada mundialmente. As partituras necessariamente incluem um ou mais pentagramas, que como o nome diz, possuem 5 linhas. Cada linha pode representar diferentes notas musicais, dependendo da clave.

Pra esse trabalho resolvi usar algumas partituras como base para as minhas colagens, daí comprei o livro: Complete Preludes & Etudes, do compositor Frédéric Chopin. Compositor polonês que dedicou toda sua obra ao piano, com exceção de apenas algumas peças. Várias de suas obras têm influência do folclore polonês, como é o caso das mazurcas e das polonaises.

Porém as páginas do livros são muito claras, e eu quero dar um aspecto antigo ao meu trabalho. Resolvi então envelhecer as folhas. Primeiramente soltei todas as páginas do livro, retirando a cola das laterais.
Para envelhecer numa primeira tentativa tentei usar betume, falha total, esqueci de usar água-raz, grudou tudo no pincel. Numa segunda vez escolhi o óleo de nogueira, super fácil de manipular, mas… falha de novo, ficou cinza, e eu quero uma cor tipo sépia. Numa última tentativa (desde o início minha mãe tinha sugerido) usei café. E não é que deu certo. Confira o resultado:

Tentativa

Brassai e uma foto inesquecível

brassai2
Ele estava lá!! Não sei se foi convidado, se estava a trabalho, se estava de passagem, se foi sem querer, se foi sem saber, se foi chamado ou convocado, não sei bem porque mas estava. Brassai estava lá.

Gyula Halasz, ou Brassai (pseudônimo usado a vida inteira), o estupendo fotógrafo que ao longo da vida não se cansou de revelar a glamurosa Paris, estava presente naquele momento mágico, naquela sala, naquele meio, com seu equipamento, cercado por Jacques Lacan (1), Cecile Eluard (2), Pierre Reverdy (3), Louis Leiris (4), Pablo Picasso (5), Zanie Campan (6), Valentine Hugo (7), Simone de Beauvoir (8), Jean-Paul Sartre (9), Albert Camus (10), Michel Leiris (11) e Jean Abier (12). Entre as fotos tiradas por Brassai naquela noite está uma, uma única, uma inesquecível, aquela em que o fotógrafo húngaro ligou o automático e foi se juntar aos demais (13), aquela que entrou para a história (clique na imagem para ampliá-la).

O dia foi 6 de junho de 1944, e o motivo da reunião era a primeira leitura da peça “O Desejo Pego Pelo Rabo” (“Désir attrapé par la queue”), escrita em 1941 por Picasso, em mais um trabalho surrealista como tudo aquilo que dito moderno naquela época deveria ser. Os presentes, alguns já geniais, outros nem tanto, foram clicados por Brassai e entraram para uma das fotos mais importantes do século XX.

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By the Book: Entrevista com a Tribo do Mouse

Semanalmente vou disponibilizar aqui, na coluna By the book, um podcast de entrevista com autores brasileiros de livros de negócios. Este primeiro bate-papo é com Jack DelaVega, ou melhor, Juarez Poletto, coautor do livro Tribo do mouse.
Tribo do mouse - Histórias, dicas e truques do mundo corporativo  mostra que há vida, humor e humanidade no cotidiano de uma empresa. A fuga do lugar-comum, estampada nos sensíveis e pertinentes relatos de Tribo do mouse, é acompanhada de uma audácia: a publicação terá duas capas, para que o leitor escolha qual quer levar para casa.
Os autores Ulisses Giorgi, Juarez Poletto e João Reginatto nasceram no Rio Grande do Sul, mas seguem carreiras em diferentes latitudes (Porto Alegre, Curitiba e Dublin, na Irlanda). Eles são Zambol, Jack e Reggie e integram a Tribo, que surgiu de forma natural entre amigos com experiências pessoais e profissionais muito próximas. Tribo do mouse é também o blog que os três mantêm há dois anos com fãs e seguidores fiéis do endereço. Clique no player abaixo para ouvir a entrevista.

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