
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Para os que estarão em 2010: vá lá e faça a sua parte! Feliz Ano Novo
* a imagem que abre este texto é do fotógrafo Jerry Uelsmann

Está chegando às telas mais um “Sherlock Holmes”, desta vez dirigido por Guy Ritchie e interpretado por Robert Downey Jr. (Holmes) e Jude Law (dr. Watson). O número de filmes sobre o famoso personagem de Sir Arthur Conan Doyle (1859 – 1930) já chega a 211, sendo que mais de 70 atores já o interpretaram (um único ator, o inglês Basil Rathbone, o protagonizou em 14 filmes). Holmes é um fenômeno, e Doyle ainda mais. Notável contador de histórias, imaginativo e detalhista o autor escocês escreveu mais de 60 histórias com o personagem Sherlock, mas também escreveu narrativas históricas (A Companhia Branca) e ficção científica (O Mundo Perdido). Aliás, não foram poucas vezes que o escritor quis se livrar do detetive, e ser reconhecido e respeitado como algo mais do que o autor que imortalizou Sherlock Holmes.
Em 1887, em plena Era Vitoriana, Doyle iniciou sua caminhada com seu principal personagem no conto “Um Estudo em Vermelho”. Era o primeiro detetive não oficial a fazer sucesso na literatura, e rapidamente tornou-se célebre e conhecido em todo o mundo (o autor detestava essa popularidade). A “criatura” de Doyle era racional, presa a métodos científicos, modelos matemáticos e pragmático, já o autor era um devoto estudioso do sobrenatural, a ponto de dedicar-se de forma ampla ao Espiritualismo.
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O violão autografado do cantor e compositor norte-americano Jason Mraz já está nas mãos do ganhador do concurso cultural “Violão Jason Mraz”, promovido pela Livraria Cultura e a Warner Music. Pery Nazareth, de Campo Grande, e o filho exibem o prêmio que garantirá muita diversão e música. Durante os dias 7, 8 e 9/12, o concurso recebeu frases com até 200 caracteres constando as palavras “Livraria Cultura” e “Jason Mraz”.
A frase vencedora foi: “Só é possível encontrar as melhores ideias, de A a Z, reunidas, em dois lugares: Na Livraria Cultura, ou na cabeça de Jason Mr.A-Z.”. A promoção, direcionada aos seguidores do twitter da Cultura, recebeu inúmeras frases. Parabéns mais uma vez ao ganhador e a todos que participaram!
Fone bom. Ou caixa boa. E volume. Senão nem escute. Ora.
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Yongi Gen Sanmyaki
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Revolver 11
Os “curtas” estão cada vez mais em moda. Refiro-me aos romances breves ou novelas, com não mais de 200 páginas, escritos para quem não tem muito tempo, ou para quem não quer desistir no meio (é inimaginável a quantidade de livros “longos”, mais de 500 páginas, cuja leitura é abandonada antes do término). Claro que existe também a questão comercial, mas os “curtas” estão se multiplicando porque o leitor está cada vez mais sintonizado com esse tipo de obra, principalmente os novos leitores, influenciados pela TV, cinema, web, blogs, etc.
O mais recente romance de Saramago (Caim) não tem mais do que 180 páginas, o ultimo de García Márquez (Memórias de Minhas Putas Tristes) não chega a 140, e “The Humbling”, lançado por Philip Roth em 2009, não passa de 150. Também deve-se levar em consideração que alguns desses autores, a essa altura da vida (com mais de setenta anos), talvez prefiram escrever obras mais sintéticas, mais rápidas, com menor risco de ficarem “inacabadas”. Os motivos não importam, os curtas estão chegando, em maior escala, e não menos interessantes.
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Sim, a Santa Claus School ainda está em atividade. [via]
Mais depois do jump.
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Saiu o line-up do TED 2010. Tem o Chef Jamie Oliver (TED Prize), Jake Shimabukuro (toca um Ukulele ensandecido), Sheryl Crow (!?), David Byrne, Bill Gates (filantropia), Natalie Merchant (do 10.000 Maniacs que eu adorava até ela fazer aquela cover do Sympathy for The Devil), o Ze Frank (sempre bom) e o batutão Ken Robinson (fez um talk memorável falando que as escolas matavam a criatividade, um dos mais famosos do TED).
por
Updaters em 24 de Dezembro de 2009 às 9:26 am
(por Paula Rizzo, via UoD)
Confiram no PSFK, na Vanity Fair, na TimeOut e no BizBash, alguns posts com muita inspiração sobre o que foram os destaques nas vitrines de Natal em Manhattan este ano (alguns dos posts incluem vitrines de outras grandes metrópoles). A fotinho acima é do Saks Fifth Avenue, da vitrine que tem como tema o livro infantil “Twinkle, Twinkle Little Flake”. Abaixo vocês podem conferir um vídeo desta vitrine:
Aproveito para desejar a todos um ótimo Natal e um grande início de 2010. Volto a postar aqui no comecinho de janeiro !
Cathy Sunshine é uma editora norte-americana que trabalha há anos com organizações não-governamentais. Seu fascínio pela literatura multicultural, e seu engajamento em países do terceiro mundo, fizeram-na ser muito respeitada no mercado editorial. Na década de 70 chegou a trabalhar como voluntária na Nigéria, e o interesse pelas comunidades migratórias levou Cathy a publicar vários trabalhos de autores desconhecidos.
Muitos deles vindos de regiões inóspitas do planeta, que mesmo integrados aos grandes centros urbanos ocidentais nunca deixaram de se preocupar e escrever sobre suas raízes. Esta semana Cathy publicou um artigo na World Literatures (”10 Multicultural Novels for Book Groups”) em que sugere a leitura de obras do chamado multiculturalismo literário. São romances que em geral têm como pano de fundo a luta histórica pela liberdade de regiões esquecidas, e a busca para manter e cultivar suas origens.
Continue lendo e acompanhe algumas destas sugestões abaixo. More »« Less