Meu irmão é biólogo, grande fã de Darwin, mestrando e agnóstico. Aliás, faz questão de destacar a diferença entre ateu (que simplesmente não crê em deuses) e agnóstico: este último entende que, assim como não seria possível provar a existência de forças sobrenaturais ou deuses, também não podemos saber, pela razão, se aqueles inexistem.
O agnosticismo tem origem cerca de 300 anos antes de Cristo (o que torna sua relação com o intangível ainda mais interessante). Um filósofo grego, Pirro de Elis, fundou o Ceticismo, que negava a possibilidade do ser humano ter certezas das coisas; formou, assim, a base ideológica da (des)crença em divindidades, fantasmas e afins.
Perto dos fins de ano, as pessoas tendem a ficar mais esotéricas, abertas ao imaterial, etéreo, “æther”. Parece que, para o ser humano, basta um pequeno motivo, como a doce ilusão de um mágico reinício, um “reset” com a passagem de um ano, para ACREDITAR.
Você já viveu uma experiência sobrenatural? Acredita que há mais do que as coisas que podemos tocar?

O programador e estudante de Filosofia (!!!) estadunidense Alexander Galloway esteve recentemente no Brasil para falar de redes digitais, controle e anonimato. Galloway nunca havia estado na América do Sul e, apesar de tímido, compartilhou generosamente sua sabedoria técnico-filosófica – a mesma utilizada no livro “