21/03/2010   RSS posts: 989comentários: 2.245 updaters: 559
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Moonwalk e outros passos da música

michel1Michael Jackson se foi, mas deixou um gigantesco legado de fãs e hits. Uma das facetas do Rei do Pop, talvez tão conhecida quanto a polêmica carreira, era a originalidade de seus passos de dança. O mais aclamado deles, Moonwalk, até hoje é repetido nas pistas de dança - de bailes da terceira idade a baladas moderninhas. Esse é apenas um exemplo de performances que se tornaram verdadeiras marcas registradas na história da música. Elenquei aqui dez vídeos de faixas que fazem parte da playlist de muitos DJs, não só pela trilha sonora, mas também pelo efeito imediato que causam no público, seja dançando como Elvis ou nos movimentos bregas de  MC Hammer. A lista é infinita!

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Conhecimento digitalizado

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Nestes tempos em que se discute a toque de mesa de bar as vantagens e os obstáculos de acervos em outras plataformas - veja o agito recente em torno do Kindle e dos audiobooks - duas iniciativas mostram que, sim, é possível democratizar o conhecimento humano pelas vias digitais.

A primeira delas vem da Brasiliana USP, projeto do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), em parceria com o bibliófilo José Mindlin (foto), que já liberou para consulta na internet cerca de 3 mil livros da Biblioteca Guita e José Mindlin, em construção na Universidade de São Paulo. Um sistema robotizado adquirido pela insituição é capaz de digitalizar, em média, 40 livros por dia. No final do trabalho, serão 40 mil títulos.

A outra é a digitalização de parte do acervo da Cinemateca Brasileira, prometida para o final do ano. Na primeira etapa, serão restaurados programas da TV Tupi e filmes da produtora Atlândida, ícones da televisão e do cinema na década de 1960. Tudo gratuito.

A “Wikipedia” das fotografias

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Depois da Wikipedia, o maior banco de dados colaborativo do mundo, chega à internet a Fotopedia, com o mesmo conceito, disposto a ser um gigante portal para armazenar imagens. Fuciona assim: se você tiver fotos no seu arquivo ou em sites como o Flickr, pode criar um álbum temático e adicioná-las, além de complementá-las com mapas e os próprios artigos da Wikipedia. Como todos os arquivos devem estar licenciados  pelo Creative Commons, todas as imagens podem ser compartilhadas.

MC Hammer é estrela de reality show

“U can´t touch this”. É só escutar o primeiro verso para saber de quem se trata. MC Hammer, autor de uma das músicas-chiclete mais famosas dos anos 90, largou o posto de emplacador de hits e virou pastor. Agora, em uma mais uma reviravolta de sua carreira, estreia este ano o reality show Hammertime, no A&E, no canal pago dos Estados Unidos (ainda sem previsão de ser televisionado por aqui). O programa vai acompanhar o cotidiano do MC e sua família e, para completar, no episódio desta sexta-feira, sobe ao palco com o colega Vanilla Ice.

Veja abaixo o video promocional do programa, no qual vários dançarinos invadem uma loja de departamentos e começam a coreografar os passos da clássica faixa.

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Entrevista: Rico Lins e seu design híbrido

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A matéria de capa da Revista da Cultura deste mês mostra como editores, designers e artistas plásticos entendem o poder de atração da capa do livro em meio às concorridas prateleiras das livrarias. Nesse investimento, a imagem ganha contornos próximos ao do objeto de arte, com ousadia gráfica, materiais diferenciados e exclusividade.

Nossa capa não poderia ser diferente. Convidamos, então, o designer carioca Rico Lins para produzi-la. Ele nos contou, no vídeo abaixo, gravado em seu estúdio, num discreto sobrado do bairro de Perdizes, em São Paulo, como foi o processo criativo para a elaboração da capa e a relação do leitor com um bom projeto gráfico.

Rico é um dos maiores nomes do mercado editorial, conhecido pelo seu hibridismo gráfico por percorrer tanto técnicas mais tradicionais, como a colagem e a gravura, quanto digitais, valendo-se de softwares de edição e criação. Formado em Comunicação Visual, em 1979, pela Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI), a pioneira na área no Brasil, morou na França, Inglaterra e Estados Unidos. Sua forma única de lidar com a imagem abriu caminhos para trabalhos em revistas, jornais, televisão e outros suportes. Só para citar alguns exemplos, já passou pela MTV, Newsweek, Time e Nickelodeon.

Para ele, a imagem não é obrigada a concordar com o texto e tem personalidade própria. “O importante é transferir um significado à ela, no sentido de se forjar um repertório”, defende. “Quando se estabelece uma coexistência entre os dois, a qualidade do trabalho editorial é superior, porque se obriga o leitor a treinar o olhar, ampliando sua possibilidade sensorial e intelectual”.

O Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, mantém até o dia 12 de julho a exposição Rico Lins: uma gráfica de fronteira, na qual reúne mais de 100 trabalhos do designer.

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Mosaico de livros

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Eis um bom exemplo de como aliar informação à imagem. O designer americano Chris Harrison classificou 735.323 mil livros do acervo da Amazon de acordo com diversos gêneros e suportes (de literatura, passando por audiobooks, até Os Simpsons). Com esses dados em mãos, ativou uma ferramenta de processamento de dados, o wikivi, que criou uma escala de cor para cada assunto e os juntou em um grande mosaico. À medida que o tempo passava, uma espécie de “fenômeno físico tecnologico” fazia com que os temas relacionados se amontoassem. O resultado final é um grande universo “cósmico” de milhares de livros. Quem sabe no futuro as ferramentas de busca não serão assim?

Veja um zoom do mosaico com todas as capas de livros utilizadas, depois do jump. More »

O mundo em 360 graus

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Nos tempos modernos, para consultarmos um mapa ou algo que nos localize é comum o acesso a imagens de satélite oferecidos por sites como Google Maps e afins. Mas um novo aplicativo, disponibilizado em 2007 pelo conglomerado da internet, fez com que o conceito de localização se tornasse uma experiência (muito) mais real. O Google Street View permite uma visão 360 graus de qualquer localidade rastreada pelo serviço - ainda limitado às grandes cidades da Europa, Estados Unidos, Austrália e Japão, mas com previsão de chegada por aqui neste ano

O mais impressionante é a resolução da tecnologia, que de tão alta teve de “borrar” as faces das pessoas e placas de carros. Basta ir até um local onde um bonequinho amarelo aparece no lado superior esquerdo da tela e arrastá-lo até alguma via. Existe também um site que reúne cenas engraçadas captadas, como pessoas dormindo, cantando, etc - aliás, um dos problemas enfrentados pelo Google, que foi acusado de invasão de privacidade em vários países.

Mario Bros visto pela biologia

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Quem é da geração que se divertiu com as primeiras versões do jogo de videogame Mario Bros, nos anos 90, pode até não ter entendido o porquê dos efeitos que o persongem bigodudo sofria depois de passar por flores vermelhas e estrelas douradas, que lhe davam poderes extras, mas sabia que esses eram os grandes truques para se chegar até a fase final. Pois um estudante da Carnegie Mellon University, na Pensilvânia, foi mais a fundo e elaborou um livro de biologia fictício para a matéria de Fundamentos do Design da Comunicação, no qual explica os detalhes, as precauções e indicações de como funcionam todos os organismos e elementos do “Reino do Cogumelo“, nome dado ao projeto. A aborgadem, digamos, mais “científica”, mistura termos da área com toques de ironia, em fotos, ilustrações do corpo humano (reproduzidas na silhueta do corpo do Mario), como se tudo pertencece ao mundo real.

Veja a introdução do livro depois do jump More »

A nova Europa de Freddy Heineken

heinekens_europeEm 1992, o presidente da famosa marca de cerveja Heineken, Freddy Heineken, se reuniu com dois historiadores para esboçar um novo ordenamento das fronteiras entre os países europeus, chamado The United States of Europe, A Eurotopia?. Ao contrário dos que pregavam uma Europa unificada por nações existentes - como era a proposta do Tratado de Maastricht, que criava a União Européia e o Euro, no mesmo ano -, o empresário holandês, cunhado também de “eurófilo”, desenhou mais de 50 novos territórios, que obedeciam a critérios históricos e étnicos. Heineken se baseou na ideia de que comunidades menores e em grande quantidade seriam mais fáceis de governar do que grandes potências “concorrentes”. Utópico? Talvez não. O projeto resolvia alguns conflitos presentes até hoje, como a rivalidade entre o Norte e o Sul da Itália, e a criação de um país Catalão, na Espanha. E falar em fragmentação naquela época até poderia ser plausível, depois do fim da União Soviética .

Veja a lista completa dos países e capitais idealizadas por Freddy Heineken, depois do jump More »

O mapa da web

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Orkut, My Space, Google Earth…e agora o Twitter. É humanamente impossível acompanhar (ou seguir, para os “twitteiros”) as novidades da internet. Ainda bem que existem aqueles caras que criam coisas bacanas para nos dar uma ideia básica do que está rolando na internet. Um bom exemplo é o The Web Trend Map, publicado todos os anos pela Ia Inc. Para dar uma organizada na bagunça, que aumenta a cada anúncio da Apple ou do Google, eles elaboraram um mapa do metrô de Tokyo no qual cada estação representa um aplicativo (Amazon, IPhone, Gmail), sua largura, a estabilidade e a altura, o sucesso. Cada linha se refere uma tendência (entretenimento, publicidade, notícias). Muito bom para aqueles que, como eu, são surpreendidos um dia pelo amigo que pergunta: “você viu aquilo no twitter?”



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