21/03/2010   RSS posts: 989comentários: 2.245 updaters: 559
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Author Archive for Pedro Jansen (Cultura/Adm)

PROMO: Quer ganhar o livro novo do Marcelo Gleiser?

Hoje pela manhã, o físico e escritor Marcelo Gleiser veio até a Livraria Cultura do Conjunto Nacional para falar a respeito do seu novo livro, “Criação Imperfeita - Cosmo, vida e o código oculto da natureza“.

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O livro, que propõe uma humanização da ciência para que o conhecimento seja aplicado da maneira correta e proveitosa para todos e para o mundo, já entrou na nossa lista de mais vendidos da semana.

Ao fim do bate papo, um ótimo presente para os clientes da Livraria Cultura: sete exemplares do “Criação Imperfeita” assinados pelo Marcelo Gleiser. Quer ganhar um deles? Fácil até demais: deixe um comentário neste post falando que quer o livro e pronto. Os sete primeiros comentários [com emails válidos, pra gente conseguir entrar em contato... ;)] levam!

É importante lembrar que os ganhadores precisam vir retirar o seu exemplar aqui na Livraria Cultura do Conjunto Nacional [loja de Artes], trazendo um documento com foto.

Foi? Foi!

PS: Mais tarde entra aqui neste mesmo post uma entrevista que fizemos com o Marcelo sobre o livro, divulgação científica e ensino de ciência. Fica de olho no update, hein? ;)

O fetiche voltou

Tá, não é uma volta completa porque, como disse o baixista Dengue, do Nação Zumbi, “ele nunca foi”. E nunca mesmo, só aqui em terra brazilis, cuja única fábrica [procurada também para a produção da América Latina inteira] fechara em 2007.

E é daí que o fetiche volta [matéria completa sobre o assunto na Revista da Cultura]: a Polysom renasce, volta a fabricar vinis e lança, na sua grande volta, cinco discos essenciais para descobrir a música nacional hoje, entender o que os artistas estão cantando… tudo com a delícia do vinil.

A noite do encontro e autógrafos será do dia 23 de março, às 18h, aqui na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, com Cachorro Grande [Cinema],  Fernanda Takai [Onde brilhem os olhos seus], Nação Zumbi [Fome de tudo], Pitty [Chiaroscuro] e o compacto duplo do Mukeka di Rato com Dead Fish.

Vamos ouvir bolachas?

Morre o cartunista Glauco

A sexta feira começa triste. O cartunista Glauco, pai dos personagens GeraldãoNojinsk, Dona Marta e diversos outros, e seu filho Raoni, de 25 anos, foram assassinados na madrugada de hoje numa tentativa de assalto à sua casa, em Osasco, SP.

Com 53 anos e publicando tiras desde a década de 70, Glauco também emprestava sua arte para as páginas de quadrinho da Folha de S.Paulo desde 84.

Dono de humor ácido, de traço jocoso e inteligente, Glauco retratou muito do Brasil e um pouco das neuras do ser humano em seus desenhos e nas suas tiras.

Em certa entrevista ao UOL,  Glauco disse: “Comecei a desenhar no segundo grau. Sempre desenhei na turma do fundão, que eu fui freqüentador assíduo. Desenvolvi essa linguagem e vi que era uma ferramenta muito poderosa: o humor aliado com caricatura. Desde você fazer caricatura dos professores, de algum colega de classe…”

Você pode ver muito do trabalho do artista em seu blog.

A poltrona escura e a piada do imaginar

Assisti à estreia do monólogo A Poltrona Escura, com Cacá Carvalho, na última terça feira, 09/03, no Teatro Eva Herz.

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VIVA PIVA!

Infelizmente, nos últimos tempos a saúde debilitada de Roberto Piva tem ganhado mais destaque que sua produção. Depois de uma angioplastia, o “maldito” segue sob tratamento e uma turma de admiradores do poeta organizou um evento que quer saudar o trabalho do paulistano.

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João Silvério Trevisan, Mário Bortolotto, Roberto Bicelli, Xico Sá e muitos outros organizaram o evento VIVA PIVA!, que acontece no próximo sábado, 06/03, na Galeria b_arco, em Pinheiros.

O evento, que contará com música e poesia, começa às 20h30. Participe!

Você sabe o que é plano-sequência?

Diz a Wikipedia que o plano-sequência é um plano [cena, tomada] que registra uma ação inteira, sem cortes.

Mais abaixo dessa definição, vem o conceito do teórico Jacques Aumont, que diz ser plano-sequência não só o plano longo, mas aquele que abarca e se articula para mostrar uma “sucessão de acontecimentos”, com diálogos, mudanças de cenários…

Já o diretor Juan José Campanella, do filme argentino El secreto de sus ojos, demonstra o plano-sequência assim.

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Entendeu?

Via Trabalho Sujo

Utopia e barbárie, novo doc de Silvio Tendler

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Na sétima série do meu ensino fundamental, lá em 1997, a professora de história passou um bateria de trabalhos em grupo que complementariam as aulas que ela tinha se esmerado tanto para dar. Àquela série, já se dava aos alunos do meu colégio jesuíta o direito de escolher com quais outros colegas gostaríamos de atuar nestar apresentações. Formou-se então um grupo parada-dura, que reunia os guris mais bagunceiros e conversadores da sala. Pela nossa fama, estávamos fadados ao fracasso. “Eram os considerados pelo regime como ‘os irrecuperáveis’”.

Não sei que força foi capaz de alimentar nossa concentração e dedicação, mas acredito que só o tema foi suficiente: ganháramos a incumbência de falar a respeito da ditadura brasileira, sua influência no dia-a-dia, seu reflexo no futuro que era o nosso presente. Aquilo foi uma centelha de descoberta da nossa história recente, mas que dizia respeito a nossos pais, tios, primos. A uma geração anterior à nossa, mas tão próxima. O ano era 1997 e nosso grupo, impelido deus sabe pelo quê, levou um 10, com louvor.

O novo documentário de Silvio Tendler, que chega aos cinemas em abril, mostra como tudo aquilo que a ditadura, o “capitalismo”, o “neoliberalismo” quiseram sufocar - não só no Brasil -, mas em todos os cantos deste mundo onde aconteceu uma revolução da “esquerda”, era permeado por uma absoluta e irrestrita utopia. Acompanhada dela, estava a barbárie da repressão e dos regimes que se diziam igualitários e democráticos/revolucionários - como Tendler faz questão de não deixar furtar.

A impressão que se fica, ao fim da longa e até cansativa película, é que a utopia é parte necessária do sonho que é viver. A projeção de um sistema político diferente do vigente, uma nova maneira de abordar a “luta de classes”, as necessidades das pessoas, a resistência, os reflexos de 68 no mundo… tudo isso, no entanto, cai diante da barbárie - que já teve muitas caras, uma de cada vez, e que hoje possui inúmeras ao mesmo tempo.

Bei Bei & Shawn Lee

[via UoD]

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Nossa, viciei nesse som! A chinesa Bei Bei toca um instrumento de cordas chinês de 2.000 anos chamado “guzheng” (vou aguardar explicações do Buja em vez de falar besteira, ok?). Definem esse som no site da gravadora como Asian-fusion, com ela remetendo ao hipnótico “spiritual jazz” da pianista Alice Coltrane e à harpa afro de Dorothy Ashby. Ao Shawn Lee (o cabeça de jaguar) cabem os toques hip-hop, electric jazz e soul.

Ouçam mais amostras do CD “Into the Wind” aqui.

A superhiperdica foi do Dida Louvise. Tks, Dida!

“Todo colecionador é um garimpeiro”

Para o apaixonado por música e discos Mario Di Leggi, tal alcunha parece outra coisa senão justa: são mais de nove milhões de músicas. A coleção teve início quando Mario tinha apenas 14 anos e segue até hoje.

O vídeo abaixo é um excerto da conversa de quase sete horas que o repórter André Sollitto teve com Mario. O resto da conversa, da matéria e da Revista da Cultura de Fevereiro você pode conferir pegando o seu exemplar nos caixas da Livraria da Cultura. Boa leitura!

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Colum McCann é o primeiro nome estrangeiro da FLIP 2010

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Zoli, Dancer e The Slide of Brightness são três dos seus seis romances [o pacote todo conta com mais dois livros de contos]. Da Irlanda para Paraty, Colum McCann abre a lista de nomes estrangeiros que estarão na Flip [quer saber o que a gente já fez, viu e ouvir por lá? Clica aqui!].

Mais de 30 línguas já receberam as palavras do autor, que abriu a carreira como jornalista do Irish Press e colaborou com publicações como Guardian, The Independent, La Republicca, Paris Match e The New York Times.

Seu último livro, Let the Great World Spin [que sai no Brasil ainda no primeiro semestre deste ano sob o título Deixe o grande mundo girar] deu a McCann o National Book Awards e figurou nas inúmeras listas de melhores de 2009.

E aí, cobiçou? A gente também.



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