Pedro dos Santos é o videomaker do departamento de comunicação da Livraria. Está por trás das edições de todos os vídeos que você acompanha aqui no blog. Ele estréia como diretor, ao lado de Guilherme Forest, no instigante curta “Tudo fizeram para me derrotar”. O teaser do filme, previsto para novembro, ficou bem bacana e com certeza deve circular por festivais no ano que vem.
A maioria dos jornalistas, escritores e demais profissionais da língua portuguesa tem verdadeira obsessão por identificar as frases feitas e os lugares comuns - os famosos “chavões” - nas falas ou textos do cotidiano. Humberto Werneck é um deles. Sempre colecionou “chavões” de maneira informal. Esse hábito deu origem a livro, o recém-lançado Pai dos Burros - dicionário de lugares-comuns e frases feitas. Antes, um grupo de jornalistas formado por Dubes Sônego, Pedro Valente, André Valente, Henrique Gomes Batista, Patrick Cruz e Cristine Prestes já havia publicado obra similar, porém com um tom humorístico mais carregado: o Homem Chavão, de 2004 (personagem fantástico da foto ao lado).
Os “chavões” estão em todas as áreas do conhecimento: do jornalismo esportivo aos tratados científicos. Quando eu era repórter de jornal especializado em propaganda, também colecionava com os amigos os hits de dizeres do “mercado” como “A marca é o maior patrimônio da empresa”; “agregar valor à marca”; “[qualquer coisa] cada vez mais [em crescimento, em evidência, disseminada...]“; “o público-alvo da ação” ou a justificativa máxima para o investimento em publicidade em lojas: “90% das decisões de compra acontecem no ponto-de-venda”. Agora deixo com você. Contribua com o post e cite os “chavões”, lugares comuns e frases feitas da sua área de atividade. Humberto Werneck ajuda e conta alguns no vídeo abaixo.

Cultura também é conhecer maneiras de se cuidar: tanto no que diz respeito ao bem-estar físico quanto ao estético. Nesta semana, a Livraria Cultura vem promovendo sua primeira série de eventos em torno dos temas que envolvem saúde e beleza. A abertura foi com o psicoterapeuta Flavio Gikovate que se propôs a responder a ampla (e capciosa) pergunta “O que é beleza?”. A semana continuou com palestras em torno de prevenção e tratamentos sem intervenção cirúrgica. A programação dos eventos a seguir você confere aqui - nesta quinta o renomado cirurgião Maurício de Maio fala sobre “até que ponto é interessante uma cirurgia plástica”. Das conversas com aconteceram até aqui, separamos algumas infiormações importantes para o leitor do blog da cultura. A dermatologista Catarina Capela conta as regras fundamentais para o cuidado com a pele e a nutricionista Karin Sarkis explica como deve ser a alimentação ideal para uma vida saudável. Cuide-se!
Hoje, dia 21 (uma sexta-feira cinzenta), fez exatamente 20 anos que perdemos o nosso “Maluco Beleza” - morto em 1989. Um resgate histórico da carreira de Raul Seixas está na Revista da Cultura deste mês (leia aqui). Mas o dia de hoje não poderia passar sem um post em homenagem e com um estridente TOCA RAUL! De tantas músicas para ilustrar o post, escolhi a mais nostálgica, a que mais gostava quando era criança. Revendo o clipe abaixo não pude deixar de relacionar a cena final com outra, postada depois do jump, do curta-metragem O Dia em que Dorival Encarou a Guarda (no quinto minuto), seguindo a linha do post da Thaís que estabeleceu conexão entre clipe do White Stripes e o filme Por um punhado de Dólares (1964), do Sergio Leone.
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No livro Paulicéia Dilacerada, o poeta e ensaísta Mário Chamie encarna a voz narrativa de Mário de Andrade para falar de cultura brasileira ao longo do século 20. Uma questão interessante é que a obra gira em torno do impacto que o poeta modernista sofreu ao ser demitido do cargo de diretor do Departamento de Cultura da cidade de São Paulo, atividade que exerceu entre 1934 e 1937. Não por coincidência, Chamie também ocupou cargo equivalente como Secretário Municipal de Cultura, entre 1979 e 1983, durante a gestão Reynaldo de Barros - indicado por Maluf para a prefeitura da cidade. Ancorado em muita pesquisa histórica, mistura ficção e realidade em seu livro - bem curioso não é?
(por Paula Medeiros, via drop post)
A escritora e psicanalista Betty Milan lança, nesta quarta, 19, seu 16° livro Consolação , aqui na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. O romance é sobre Laura, uma brasileira casada com um francês, que assiste a agonia e a morte do marido num hospital parisiense. Em luto, decide viajar para sua cidade natal, São Paulo, com a qual mantém uma relação de amor e ódio. E descobre uma metrópole que ninguém conhece, revelando ao leitor um universo de moradores invisíveis. Trata-se de uma história de ficção com toques autobiográficos. A idéia é trazer a morte para um plano de discussão. “Consolação é o que resta para os seres humanos: é saber que a perda de alguém não acaba com a existência. Sobram lembranças, as memórias”, afirma. Mais depois do jump. Aqui trecho do novo livro lido pela autora.
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O objetivo das listas de CDs, DVDs e Livros da Revista da Cultura vai além do comercial. Sempre procuramos estabelecer um princípio editorial para tornar a seleção mais interessante. Há um pequeno perfil da carreira dos artistas convidados para a sessão e, a partir disso, uma proposta de lista relacionada com a sua atividade. Exemplo: os filmes que mais aterrorizaram Zé do Caixão. Este estilo de lista não raro revela referências que circundam o universo criativo de um grande artista. Isso aparece nesta lista de Quentin Tarantino, no vídeo abaixo. O cineasta elenca os 20 melhores filmes, na sua opinião, lançados desde 1992, ano em que começou a dirigir longas, com o lançamento do ótimo Cães de Aluguel. Depois do jump, a lista. (Via Renata Bokel, UoD).
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O livro Clube do Filme já foi comentando no blog Coruja. Trata-se de uma obra autobiográfica sobre a história de como o autor, o crítico de cinema canadense David Gilmour (não, não é o guitarrista do Pink Floyd), permitiu que seu filho, Jesse, abandonasse a escola em troca de três sessões semanais de filmes em casa na companhia do pai. Tal iniciativa gerou polêmica em torno da educação no século 21. Uns aprovam a ideia, outros abominam. O próprio Gilmour, que também é professor, não esconde que ficou com muito medo de tomar a decisão - será que estaria “sendo responsável por destruir a vida do filho?”, pensou. Ele deixou isso bem claro quando esteve, junto com Jesse, na Livraria Cultura do shopping Vila-Lobos. Porém, o resultado não foi negativo. Percebi, no pouco tempo em que estive com os dois, que eles são amigos de verdade e convivem bem (algo importante na relação pai e filho). Além do mais, Jesse, hoje aos 22 anos, ganha um certo dinheiro fazendo alguns trabalhos de atuação e está escrevendo roteiros para o cinema. Mas David não deixa de fazer um alerta. “Para fazer isso, é necessário reconhecer que o filho antes de mais nada é saudável”. Se a decisão foi arriscada? Sim, foi. “Mas quem não quiser passar por risco que não tenha filhos”, diz David.
A tradução de obras literárias é uma tarefa encantadora e, ao mesmo tempo, muito arriscada. O tradutor geralmente enfrenta uma série de obstáculos no processo de transposição de um texto estrangeiro para a sua língua de chegada. É necessário grande conhecimento dos idiomas, da cultura do autor a ser traduzido e de aspectos da sua biografia. Além disso, para encontrar elementos literários que correspondam aos recursos usados pelo original, o tradutor precisa também reconhecer a sua língua materna como artefato de produção de arte. É neste sentido que grandes tradutores acabam sendo também bons escritores, verdadeiros “artistas das palavras”, como sugere o título da capa deste mês da Revista da Cultura (RC), já nas lojas e em versão online (aqui).
Em cada tradução, há muito do tradutor no texto vertido. Aqui no blog, o crítico e estudioso da literatura, Alfredo Bosi, confirma isso ao destrinchar, no vídeo abaixo, a tradução de um dos maiores clássicos da literatura mundial A Divina Comédia, de Dante Alighieri, lançada pela Editora34, com tradução de Ítalo Eugênio Mauro.
Depois do jump, você confere ainda trechos das entrevistas que fiz com tradutores. Ouça Boris Schnaiderman, um mais experiente dos tradutores no País e responsável por tradução direta da poesia russa para o português junto com os irmãos concretistas Augusto e Haroldo de Campos; Paulo Bezerra, responsável pela última tradução direta do russo de Irmãos Karamázov, de Dostoiévski, trabalho que recebeu prêmio APCA de melhor tradução em 2008 - Bezerra explica os problemas que se tem quando se faz a tradução de obras de Dostoiévski do francês para o português, o que era muito comum, no Brasil, até a década de 60; e, por fim, Modesto Carone, o principal tradutor de Franz Kafka para o português - Carone fala sobre peculiaridades de Kafka e da sua obra.
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(post de Lorenzo Mendoza, UoD)
Às vezes vamos num show e o cantor faz grite um “Iê-iê” e todo mundo repete logo em seguida, porém Bobby McFerrin, aquele senhor que não se preocupa pois é feliz, faz algo um pouco mais útil com isso.
Em sua apresentação no World Science Festival ele transforma a platéia num teclado gigante, sem precisar dizer uma palavra nem explicar nada do que vai acontecer.
http://www.vimeo.com/5732745