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Too Much Monkey Business
1952. Ilha Koshima, Japão. (adoro começar posts como filmes).
Um grupo de cientistas observa um grupo de macacos. E vice-versa.
Uma macaquinha esperta, cansada de comer batata suja de terra, aprende a lava-las. Logo, sua mãe aprende o truque. E seu pai. E seu irmão. E logo a macacada toda estava lavando suas batatas antes das refeições. Porém, misteriosamente, quando o centésimo macaco aprende o truque, algo fenomenal acontece: imediatamente os macacos de outras ilhas distantes dalí começam a fazer a mesma coisa.
Paranormalidade? Telepatia primata? E-Learning?
Não, groselha mesmo. Pura cascata, óbvio. Imaginação fértil de um certo Dr. Lyall Watson que publicou a Teoria do Centésimo Macaco em seu livro Lifetide, de 1979. E como toda mentira bem contada automaticamente vira verdade, o mito pegou e até já foi ensinado por aí como se de fato tivesse acontecido. O fenômeno do “me engana que eu gosto” se justifica porque o efeito realmente existe. Antes era muito associado ao inconsciente coletivo. Depois pipocou em textos esotéricos. Mas hoje em dia faz bonito mesmo quando o assunto são as redes sociais. Se não me engano a Teoria do Centésimo Macaco é mencionada no Tipping Point do Malcon Gladwell. É a ebulição da água, o momento em que algum conhecimento ou comportamento de nicho explode para as massas.
Já vimos o centésimo macaco fazendo seu login em conta de email, em salas de chat, no orkut, no Twitter e no Facebook. O centésimo macaco anda a solta por aí, só esperando a sua vez de espalhar as novidades para as massas. Ele mora lá naquele gráfico que parece um sino, da difusão das coisas, early adopters e aquele papo todo. Bem no comecinho da curva. É o macaco da inclusão. Bendita ou maldita. É o último da fila da moda. O macaco mais pop do mundo.