21/03/2010   RSS posts: 989comentários: 2.245 updaters: 559
Bem-vindo(a) ao Blog da Cultura. Av. Paulista, 2073, Conjunto Nacional - Tel.: (11) 3170-4033 / contato@livrariacultura.com.br

Archive for the 'Insights' Category

Os lançamentos da Penguin para o iPad

YouTube Preview Image

E se você ainda não está muito certo do potencial e sucesso do iPad, saiba que você está mais resistente do que a tradicionalérrima (mas também modernérrima) Penguin Books, famosa pela missão de popularizar a literatura desde 1935 e que já anuncia seus lançamentos para a plataforma. E do jeito certo: reinventando a experiência da leitura ao invés de simplesmente aterrizar o conteúdo em novo formato. No video acima você confere alguns títulos, de vários gêneros e suas possibilidades de interação.

Storybird | rede social para storytellers infantis

first-day-of-school
(por Bruno Scartozzoni via UoD)
Navegando por aí acabei encontrando uma rede social que eu não conhecia, a Storybird. Trata-se de um tipo de Slideshare com um foco super específico, histórias ilustradas para crianças.

Ao invés de apresentações, os usuários podem ler, criar e compartilhar histórias infantis em formato de livro digital. O site disponibiliza um monte de ilustrações bacanas, aí é só juntar com o texto e pronto.

Sou um pouco desconfiado com essa proliferação de redes sociais de nicho pra cá e pra lá, mas penso que essa atenda duas necessidades do ser humano que nenhuma outra atende:

1) É uma fonte bem grande para pais e professoras contarem histórias para seus filhos e alunos respectivamente.

2) É um meio pelo qual escritores de histórias infantis podem se expressar e mostrar seu trabalho.

The Pale Blue Dot

(por Lais Andrade, via Area 3 UoD)

Uma emocionante mensagem de Carl Sagan para começar o ano com a noção de que não passamos de habitantes de um pixel azul no universo. De arrepiar.

YouTube Preview Image

Sports Illustrated Tablet

(tks André Cirelli via drop post)

Primeiro todo o buzz em torno do tablet da Apple. Agora já se fala bastante “nos tablets”, categoria mesmo, brinquedão que vem para juntar revista, internet, mobilidade e muito daqueles produtos para limpar tela. Conceito ainda, claro (fazer de verdade dá um pouco mais de trabalho do que fazer esses videos), mas a intenção é das melhores. E é “coming soon”. Parece que 2010 vai mesmo ser o ano dos tablets. Veja também o da Wired e da Time Inc.

Adorei o loc.off do editor com jeitão de coach.

YouTube Preview Image

Além do que podemos tocar

alem11Meu irmão é biólogo, grande fã de Darwin, mestrando e agnóstico. Aliás, faz questão de destacar a diferença entre ateu (que simplesmente não crê em deuses) e agnóstico: este último entende que, assim como não seria possível provar a existência de forças sobrenaturais ou deuses, também não podemos saber, pela razão, se aqueles inexistem.

O agnosticismo tem origem cerca de 300 anos antes de Cristo (o que torna sua relação com o intangível ainda mais interessante). Um filósofo grego, Pirro de Elis, fundou o Ceticismo, que negava a possibilidade do ser humano ter certezas das coisas; formou, assim, a base ideológica da (des)crença em divindidades, fantasmas e afins.

Perto dos fins de ano, as pessoas tendem a ficar mais esotéricas, abertas ao imaterial, etéreo, “æther”. Parece que, para o ser humano, basta um pequeno motivo, como a doce ilusão de um mágico reinício, um “reset” com a passagem de um ano, para ACREDITAR.

Você já viveu uma experiência sobrenatural? Acredita que há mais do que as coisas que podemos tocar?

O Centésimo Macaco

monkey100Post com Trilha:

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Too Much Monkey Business

1952. Ilha Koshima, Japão. (adoro começar posts como filmes).

Um grupo de cientistas observa um grupo de macacos. E vice-versa.

Uma macaquinha esperta, cansada de comer batata suja de terra, aprende a lava-las. Logo, sua mãe aprende o truque. E seu pai. E seu irmão. E logo a macacada toda estava lavando suas batatas antes das refeições. Porém, misteriosamente, quando o centésimo macaco aprende o truque, algo fenomenal acontece: imediatamente os macacos de outras ilhas distantes dalí começam a fazer a mesma coisa.

Paranormalidade? Telepatia primata? E-Learning?

Não, groselha mesmo. Pura cascata, óbvio. Imaginação fértil de um certo Dr. Lyall Watson que publicou a Teoria do Centésimo Macaco em seu livro Lifetide, de 1979. E como toda mentira bem contada automaticamente vira verdade, o mito pegou e até já foi ensinado por aí como se de fato tivesse acontecido. O fenômeno do “me engana que eu gosto” se justifica porque o efeito realmente existe. Antes era muito associado ao inconsciente coletivo. Depois pipocou em textos esotéricos. Mas hoje em dia faz bonito mesmo quando o assunto são as redes sociais. Se não me engano a Teoria do Centésimo Macaco é mencionada no Tipping Point do Malcon Gladwell. É a ebulição da água, o momento em que algum conhecimento ou comportamento de nicho explode para as massas.

Já vimos o centésimo macaco fazendo seu login em conta de email, em salas de chat, no orkut, no Twitter e no Facebook. O centésimo macaco anda a solta por aí, só esperando a sua vez de espalhar as novidades para as massas. Ele mora lá naquele gráfico que parece um sino, da difusão das coisas, early adopters e aquele papo todo. Bem no comecinho da curva. É o macaco da inclusão. Bendita ou maldita. É o último da fila da moda. O macaco mais pop do mundo.

Neofobia: os perigos da bicicleta

Março, 1906. A revista inglesa The Captain publica um artigo sobre os perigos de se andar de bicicleta por aí. Como, por exemplo, se expor ao ridículo como um macaco equilibrista. E, claro, a vagabundagem. Afinal, como os ciclistas andam mais rápido que os pedestres, eles acabam deixando tudo para última hora. Artigo completo depois do jump. Via.

More »

A educação segundo Alvin Toffler

(por Raquel Costa, via UoD)
“As escolas simulam fábricas”

“O sistema de ensino foi desenhado para preparar as pessoas para demandas de ontem e não de amanhã”

YouTube Preview Image

#U2webcast - Primeira impressão

u2webcast2

(por Andre Martins, via UoD)
Não tenho dúvida que o webcast do show do U2 será amplamente comentado aqui no UoD e em toda web hoje, com as informações consolidadas de quantos milhões de pessoas assistiram online, a repercursão imediata na rede, a mídia off-line espontânea gerada e tudo mais.

Também não vou entrar no mérito de comentar a qualidade do show e a estrutura no The Rose Bowl, que por si só, mesmo não estando lá pessoalmente, me deixa arrepiado.

Mas até aqui, com alguns apenas minutos de show, dá pra ter uma leve e superficial noção do que essa noite representa nesse momento de reconfiguração de uma nova mídia (ou mídias) e uma nova forma da sociedade consumir, compartilhar e transformar a informação.

Milhões de pessoas, em 5 continentes, conectadas num único evento e disseminando seus comentários sobre sua experiência pessoal em viver isso, em tempo real.

Que esse dia entre para a história.

A Internet é uma lata de Pringles

Pensamento do dia:

“A internet está para a interação humana como uma lata de Pringles está para batatas. Proximidade e companhia se transformaram numa papa, um purezão, reconstituídos numa recreação não-natural, um tipo de emulação da forma original. Começamos como criaturas sociais, mas nos isolamos em pequenas salas cheias de fios e depois fazemos amizade com pessoas parecidas com a gente, tentando recriar exatamente uma comunidade como as outras que fazemos questão de não participar.”

Por Lore Sjöberg, na Wired (texto na íntegra aqui)

Doeu. Tô indo pro clube.



Close

Close