Nunca vi tanta gente pedindo desculpas em público como nos últimos tempos. É só abrir o jornal diariamente e se deparar com alguém “arrependido” colocando suas mais profundas desculpas à mídia. Nessa semana, o presidente da Toyota, Akio Toyoda, pediu desculpas ao Congresso dos Estados Unidos pelos 8,5 milhões de veículos que tiveram que passar por recall por falha na fabricação.
Só não se tem notícia se alguém o desculpou. Temos também as desculpas bélicas: a OTAN, através do general Stanley McChrystal, pediu desculpas ao Afeganistão pelo ataque aéreo que dizimou mais de 20 pessoas (terceiro ataque com vítimas civis só nesse mês). Claro que o pedido de perdão foi de uma sinceridade contagiante…
Não podemos esquecer também das desculpas preconceituosas: o jornal dinamarquês Politiken pediu desculpas aos mulçumanos pelas caricaturas de Maomé publicadas em 2008 (lembrando: o pedido só aconteceu porque foi negociado). Sem falar na desculpa esportiva-conjugal do ano (e olha que este mal começou): o golfista Tiger Woods pediu desculpas aos fãs, família e amigos pelos anos de esbórnia sexual, como se alguém além dele e a esposa tivesse alguma coisa a ver com isso. A cena foi uma das coisas mais fakes que já vi. Woods quase tossiu, quase chorou, quase convenceu…
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Já foi ao jornaleiro hoje? Não? Saiba que no próximo dia 30 comemora-se o Dia do Jornaleiro. Não sei se vai ter festa, mas deveria. A palavra “jornal” tem sua origem no latim “diurnális”, que significa “dia”, “diário”, ou seja, o relato de um dia de atividades. Dela surgiram duas expressões: jornalista e jornaleiro. A primeira tem o ethos da criação, da investigação, do conhecimento, da inteligência. Já a segunda expressão garantiu ao longo de séculos a circulação da notícia. Em boa parte dos séculos XIX e XX de nada adiantariam jornalistas sem os jornaleiros. 

Na última sexta-feira, o jornal O Pasquim completou 40 anos. E em comemoração à data especial a editora Desiderata preparou dois lançamentos interessantes.
No começo dos anos 90 uma coletânea chamada Red Hot + Blue causou enorme frisson na mídia internacional. Tratava-se de um esforço coletivo entre vários dos grandes nomes da época, que lançaram um álbum beneficente regravando músicas do Cole Porter. O álbum foi um dos primeiros esforços culturais de grande alcance popular na luta contra a AIDS. Lá estavam Sinead O’Connor gravando You Do Something To Me, David Byrne transformando Don’t Fence Me In em samba, Neneh Cherry com uma controversa versão de I’ve Got You Under My Skin, entre outros. O esforço foi notado, e a 
Existem músicos que não se limitam apenas ao som e procuram desenvolver seus trabalhos em novas plataformas. Temos inúmeros exemplos, e entre um dos mais conhecidos estão duos como o Daft Punk que costumam produzir as animações para seus clipes e já tem até um longa-metragem de cinema. Conheci um duo nacional que caminha na esteira. É o 
Acaba de ser lançado aqui na Livraria Cultura, como parte da programação do Festival É Tudo Verdade - que tem um espaço na loja da artes do Conjunto Nacional - a primeira edição do DOCTV CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Este programa selecionará um projeto de documentário de cada um dos nove países participantes. São eles: Timor-Leste, Moçambique, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Portugal e Brasil, além de Macau, na China, onde a língua portuguesa tem status de língua oficial junto com a chinesa (ver mais