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Archive for the 'Mídia' Category

Desculpas, mais desculpas e o perdão

gustave_courbet_auto-retratoNunca vi tanta gente pedindo desculpas em público como nos últimos tempos. É só abrir o jornal diariamente e se deparar com alguém “arrependido” colocando suas mais profundas desculpas à mídia. Nessa semana, o presidente da Toyota, Akio Toyoda, pediu desculpas ao Congresso dos Estados Unidos pelos 8,5 milhões de veículos que tiveram que passar por recall por falha na fabricação.

Só não se tem notícia se alguém o desculpou. Temos também as desculpas bélicas: a OTAN, através do general Stanley McChrystal, pediu desculpas ao Afeganistão pelo ataque aéreo que dizimou mais de 20 pessoas (terceiro ataque com vítimas civis só nesse mês). Claro que o pedido de perdão foi de uma sinceridade contagiante…

Não podemos esquecer também das desculpas preconceituosas: o jornal dinamarquês Politiken pediu desculpas aos mulçumanos pelas caricaturas de Maomé publicadas em 2008 (lembrando: o pedido só aconteceu porque foi negociado). Sem falar na desculpa esportiva-conjugal do ano (e olha que este mal começou): o golfista Tiger Woods pediu desculpas aos fãs, família e amigos pelos anos de esbórnia sexual, como se alguém além dele e a esposa tivesse alguma coisa a ver com isso. A cena foi uma das coisas mais fakes que já vi. Woods quase tossiu, quase chorou, quase convenceu…

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Sports Illustrated Tablet

(tks André Cirelli via drop post)

Primeiro todo o buzz em torno do tablet da Apple. Agora já se fala bastante “nos tablets”, categoria mesmo, brinquedão que vem para juntar revista, internet, mobilidade e muito daqueles produtos para limpar tela. Conceito ainda, claro (fazer de verdade dá um pouco mais de trabalho do que fazer esses videos), mas a intenção é das melhores. E é “coming soon”. Parece que 2010 vai mesmo ser o ano dos tablets. Veja também o da Wired e da Time Inc.

Adorei o loc.off do editor com jeitão de coach.

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Jornais, jornalistas e jornaleiros

jornaisJá foi ao jornaleiro hoje? Não? Saiba que no próximo dia 30 comemora-se o Dia do Jornaleiro. Não sei se vai ter festa, mas deveria. A palavra “jornal” tem sua origem no latim “diurnális”, que significa “dia”, “diário”, ou seja, o relato de um dia de atividades. Dela surgiram duas expressões: jornalista e jornaleiro. A primeira tem o ethos da criação, da investigação, do conhecimento, da inteligência. Já a segunda expressão garantiu ao longo de séculos a circulação da notícia. Em boa parte dos séculos XIX e XX de nada adiantariam jornalistas sem os jornaleiros.

Ocorre que uma função ficou cheia de charme e a outra repleta de esquecimento, quiçá beirando a extinção. O primeiro jornal que se tem notícia foi o romano “Acta Diurna”, publicado em 59 aC., sendo o “Notizie Scritte”, publicado em Veneza (1556), o primeiro jornal mensal. O primeiro semanário foi o “Relation”, impresso na Antuérpia (1605), e o “Post-och Inrikes Tidningar”, publicado pela primeira vez na Suécia, em 1645, existe até hoje e é considerado o jornal em circulação mais antigo do mundo. Todos eles, sem exceção, sempre dependeram da entrega, da distribuição, da garantia que a ponte entre o jornalista e o leitor ocorresse.

Em 1690, o homo-sapiens-jornalista desembarcou na América, com o “Publick Benjamin Harris”, o primeiro jornal das colônias americanas. O curioso é que o “Harris” já empregava uma forma primitiva de participação do leitor. O jornal era impresso em três folhas e uma quarta página era deixada em branco para que os leitores pudessem adicionar suas próprias notícias, sendo que depois repassavam o exemplar a outros leitores. No início do século passado já havia centenas de jornais nos EUA e na Europa, quando surgiram as agencias de noticias e os novos meios de comunicação (rádio, TV, etc.), que deram novos rumos e formatos ao jornalismo. Todavia, a imprensa impressa, prensada, linotipada, que transforma papel-jornal em papel-notícia dependia e ainda depende do entregador, do circulador, do “homem da última milha”.

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Memórias de uma jornalista

A jornalista Barbara Gancia esteve no lançamento do livro O leitor apaixonado, de Ruy Castro. Amigos de longa data, ela volta aos anos 1980 para contar um pouco da história dessa bela amizade. Acompanhe.

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Pasquim 40 anos

pasquim-40-anos1Na última sexta-feira, o jornal O Pasquim completou 40 anos. E em comemoração à data especial a editora Desiderata preparou dois lançamentos interessantes.

O primeiro deles é o terceiro volume da Antologia, que vai de 1973 a 1974. Assim como nas edições anteriores, o livro é recheado de artigos e ilustrações selecionados por Jaguar e Sérgio Augusto, jornalistas que participaram da publicação do hebdomadário.

O jornal teve um papel extremamente importante na luta contra a censura e os abusos do regime militar. Suas críticas eram calcadas no humor e o estilo inconfundível do time de feras que participavam do jornal  fizeram d’O Pasquim um marco na imprensa brasileira.

Já o outro lançamento é Pasquim 40 Anos, uma compilação de 32 capas e alguns cartuns do jornal. É uma edição comemorativa tímida, que mesmo contando com textos explicativos deixa a desejar.

David Lynch - Interview Project

David Lynch lançou um novo trabalho enquanto não lança um novo filme para que seus fãs possam matar a saudade. O projeto se chama Interview Project, a série é o resultado de diversas entrevistas que Lynch fez ao rodar os EUA durante 70 dias. São pessoas comuns, com algumas peculiaridades que serão mostradas ao longo de 121 episódios, um a cada três dias.

Ontem aconteceu  a estreia, Jess é o primeiro entrevistado de Lynch encontrado sentado em uma estrada da Califórnia  conta como espera sentado pelo conserto de seu trailer e a ânsia de poder partir para o deserto e morar sozinho.

Vale a pena conferir o site aqui.

Deixo também o veterano falando um pouquinho do Interview Project:

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Dark Was The Night

No começo dos anos 90 uma coletânea chamada Red Hot + Blue causou enorme frisson na mídia internacional.  Tratava-se de um esforço coletivo entre vários dos grandes nomes da época, que lançaram um álbum beneficente regravando músicas do Cole Porter.  O álbum foi um dos primeiros esforços culturais de grande alcance popular na luta contra a AIDS.  Lá estavam Sinead O’Connor gravando You Do Something To Me, David Byrne transformando Don’t Fence Me In em samba, Neneh Cherry com uma controversa versão de I’ve Got You Under My Skin, entre outros. O esforço foi notado, e a Red Hot Organization seguiu em frente com novos projetos (entre eles um entitulado Red, Hot + Rio, com diversas regravações de Bossa lançado em 1996), mas sem o mesmo impacto daquele primeiro. 

Agora surge a coletânea Dark Was The Night, o mais recente lançamento da Red Hot.  Compilado e organizado pelos irmãos Bryce e Aaron Dessner (ambos da banda The National), Dark Was The Night reúne alguns dos maiores nomes da música alternativa de hoje — Cat Power, Spoon, Beirut,  Feist, Decemberists, My Morning Jacket, New Pornographers, Arcade Fire, Sharon Jones, Andrew Bird (e muitos mais) participam do álbum.  Apesar de não ter nenhuma diretriz temática aparente (tem covers, versões, músicas inéditas, etc.) e de ser um CD duplo (ou LP triplo!), a lista de músicas é bem coesa e no geral as faixas conversam bem entre si.  Com certeza merece ser ouvido (e adquirido) não só pela causa que representa, mas também pela boa música que contém.  

Os dois CDs são divididos entre o “This Disc” e o “That Disc”.  Nada de CDs 1 e 2, aqui você ouve na ordem que bem entender.  Ambos abrem com músicas bem enérgicas (o primeiro com Knotty Pine, uma parceria dos Dirty Projectors com um David Byrne ainda em forma, e o segundo com Well-Alright, um rockabilly com uma forte linha de baixo dos rapazes do Spoon), mas no final das contas acabam ficando mais na linha pop-folk/alt-country.  Além das faixas de abertura, destaques para Lenin, do Arcade Fire (retomando o estilo do primeiro disco Funeral), para a deliciosa versão que Sharon Jones faz para Inspiration Information do Shuggy Otis, e para a belíssima Feeling Good com My Brightest Diamond.  Ouça após o break algumas dessas faixas, e deixe sua opinião! 

 

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Street Fighter Youtube

A internet é mesmo o meio de democratização de informação e lazer. Se você ainda não comprou seu Playstation 5, não se preocupe. Agora dá pra jogar Street Fighter pelo Youtube!

A idéia é ainda rudimentar mas genial! Os videos são feitos com StopMotion dos bonecos e você joga sempre com o Guile, escolhendo um adversário entre Zangief, Dhalsin e E-Honda. Então é só clicar nos comandos pra bater no inimigo. Eu consegui detonar os 3, claro.

Jogue aqui:

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Ai_laika: arte em diversas plataformas

Existem músicos que não se limitam apenas ao som e procuram desenvolver seus trabalhos em novas plataformas. Temos inúmeros exemplos, e entre um dos mais conhecidos estão duos como o Daft Punk que costumam produzir as animações para seus clipes e já tem até um longa-metragem de cinema. Conheci um duo nacional que caminha na esteira. É o ai_laika formado por Zé Ruivo e Susana Bragatto (vocal). Eles estão montando a laikalab, uma organização que pretende desenvolver trabalhos em diferentes mídias. A primeira iniciativa é com o audiovisual na internet. Junto com o ilustrador Mauricio Pierro criaram uma marca chamada Piu Filmes que começa produzindo vídeos animados para a internet. O primeiro trabalho é este que ilustra o post que conta a história do filme Onde os fracos não tem vez, dos irmãos Cohen, de forma bem humorada. Um verdadeiro trabalho de adaptação. Além do que a trilha sonora é original dos próprios autores. Antes do vídeo ouça Leveleve na página deles no myspace, single do duo que dá nome ao primeiro CD já lançado.

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DOCTV: edição para países de língua portuguesa

Acaba de ser lançado aqui na Livraria Cultura, como parte da programação do Festival É Tudo Verdade - que tem um espaço na loja da artes do Conjunto Nacional - a primeira edição do DOCTV CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Este programa selecionará um projeto de documentário de cada um dos nove países participantes. São eles: Timor-Leste, Moçambique, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Portugal e Brasil, além de Macau, na China, onde a língua portuguesa tem status de língua oficial junto com a chinesa (ver mais aqui).

Seguindo a franquia do DOCTV, que começou somente em âmbito nacional em 2003 que agora está na 4°edição, e depois produziu a Ibero-americana (Portugal, Espanha e Américas), agora seguindo para a segunda edição, os objetivos são os de formentar a formação de documentaristas, produzir conteúdo audivisual plural e estimular a integração cultural entre os países envolvidos. Nesta edição CPLP, cada documentário selecionado receberá verba de 50 mil euros para produção e terá difusão garantida na rede de emissoras de TVs públicas de cada país (interessante é que Macau também tem uma emissora pública de TV em língua portuguesa). As inscrições de projetos estão abertas no site do Instituto do Cinema de Portugal (ICA), durante período que vai de 06 de abril até 21 de maio.

Veja no jump descrição da entrevista de Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta (TV Cultura) sobre questão de distribuição de docs. “Acho que o documentarista brasileiro ainda é muito centrado no seu próprio umbigo, essa crítica vale inclusive para os trabalhos que ja fiz”. More »



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