Confesso que quis ver o filme um dia depois do Oscar apenas pela curiosidade de analisar a interpretação da atriz mais rentável de 2009. Sandra Bullock tinha acabado de faturar a estatueta de Melhor atriz e eu, muito desconfiada, fui ver com meus próprios olhos se ela era realmente merecedora do prêmio. O veredito final: uma premiação um pouco precipitada.
Sandra faz o papel de Leigh Anne uma ricaça branca, com uma família perfeita, consciente de seus valores cristãos que muda sua vida quando conhece Big Mike, um negro obeso, de QI baixíssimo e filho de uma viciada. Sem pensar duas vezes, a mãe de família tira o menino das ruas e o leva para sua casa, dando-lhe cama, comida, roupa e tudo o que ele nunca teve: uma família estruturada e carinhosa.
A atriz não arrasa na atuação, mas traz leveza e naturalidade a personagem. Não há grandes momentos emocionantes, até porque o filme é bastante raso e não carrega na emoção e nem na comédia, mas tem seu mérito. É um papel diferente do que ela está acostumada a fazer e parece ter sido fiel ao que foi proposto pelo diretor John Lee Hancock. Talvez sua interpretação tenha sido um pouco prejudicada justamente pela atmosfera insossa do filme.
Porém, não é de todo ruim. O diretor fez uma contextualização muito boa da política atual, na qual os republicanos se colocam como vítimas da era “Obamista” e dizem sofrer com o racismo contra os brancos. John Lee também utilizou a relação do caçula da família com o grandão, de forma agradável e inteligente. Uma ferramenta excelente para gerar empatia do público.
No fim, o filme se foca em uma história de amor altruísta, por isso é compreensível o sucesso que fez nos Estados Unidos e que, provavelmente, fará no Brasil. É fácil sair do cinema com aquela sensação de dever cumprido devido ao desfecho extremamente feliz, e o melhor, verídico.



Quero compartilhar minha relação dos dez livros de marketing que você deveria ler antes de sair por aí torrando o dinheiro de marketing da sua empresa. Escolhi livros que estão disponíveis em português (veja a lista depois do jump - a foto ao lado é do livro nº 1 da minha lista). Esse post inicia uma série sobre os dez livros mais importantes, na minha opinião, sobre marketing, vendas, liderança, estratégia, inovação… No próximo, vou listar livros em inglês.

Há tanta coisa para ler, tantos livros para conhecer, tão pouco tempo para escolher, e como é bom escolher! Adoro andar pelas livrarias de qualquer canto da cidade, ou fora dela, conversando com as estantes, folheando “línguas”, contracapas, prefácios e trechos dos livros, numa busca frenética para encontrar “aquele” companheiro, o parceiro das próximas horas, dos próximos dias.
O bairro carioca de
“Nous n´acceptons pas demandes dans d’autres langues”. Ou, algo como: “Não aceitamos pedidos em outras línguas”. Essa nada sutil mensagem parecia piscar no cardápio sem fotos de um típico café parisiense, administrado com a paixão napoleônica pela língua nativa. Foi assim que me vi num labirinto linguístico onde tentava articular de improviso surdo-mudo, com a nada sorridente garçonete, meu desejo por um singelo croissant. Nada de inglês, espanhol ou português naquele estabelecimento. A atendente também não anotava solicitações feitas através de sinais. Vire-se. Entendido!?
Os que já passaram de um quarto de século em idade sabem que adolescentes são chatos. Ponto. Quem nunca conviveu próximo a um deles basta recordar o próprio passado. Existem os mais criativos, os ansiosos, os sempre teimosos, os quase depressivos, os muito agressivos, os naturalmente confusos, os eventualmente lunáticos e, claro, os arrogantes de carteirinha. Em maior ou menor grau, a verdade é que toda essa “adjetivada” se encontra simultaneamente em grande parte das “espécies” de adolescentes. É preciso muita proteção aos ouvidos e paciência para aguentarmos o “tranco” que é a convivência.