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Archive for the 'Web' Category

Storybird | rede social para storytellers infantis

first-day-of-school
(por Bruno Scartozzoni via UoD)
Navegando por aí acabei encontrando uma rede social que eu não conhecia, a Storybird. Trata-se de um tipo de Slideshare com um foco super específico, histórias ilustradas para crianças.

Ao invés de apresentações, os usuários podem ler, criar e compartilhar histórias infantis em formato de livro digital. O site disponibiliza um monte de ilustrações bacanas, aí é só juntar com o texto e pronto.

Sou um pouco desconfiado com essa proliferação de redes sociais de nicho pra cá e pra lá, mas penso que essa atenda duas necessidades do ser humano que nenhuma outra atende:

1) É uma fonte bem grande para pais e professoras contarem histórias para seus filhos e alunos respectivamente.

2) É um meio pelo qual escritores de histórias infantis podem se expressar e mostrar seu trabalho.

“Prólogo” batiza e reúne editora, livro e movimento

Não dá para negar, vamos ser sinceros: boa parte da galera que se aventura em publicar na web seus escritos ainda sonha com a sagração de um livro publicadinho no formato de Gutenberg [Kindle, não te desprezamos, não é nada pessoal, tá?].

Mas se sabemos disso, porque tanta gente na internet lançando seus escritos? Elementar, meu caro Uótsom: publicar um livro custa uma grana danada e exige um trabalho de Hércules se o pretenso escritor publicado quiser que mais alguém além dos amigos e da mãe leve o livro para casa.

prologo

Esse filão, de autores e escritores com conteúdo, humor, talento e muitos outros predicados, encontrou agora um meio para pleitear publicação: o projeto Prólogo, misto de movimento, editora e livro, lança autores da internet em sua primeira edição.

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A iniciativa partiu das sócias Renata Nascimento e Fernanda Carvalho, desejosas de darem espaço no mercado editorial a quem só tem a internet como vitrine e apostando [um verbo difícil de conjugar, se você não tiver coragem ou não souber onde pisa] em sangue novo, propostas novas e aproximação de diálogos.

Em Prólogo #1, os trabalhos de Raphael Gancz, Camila Fremder, Vitor Akeda, Mariana Portela e Flavia Melissa estão expostos e dispostos a crescerem, se expandirem. Que venham logo mais capítulos, pois.

Camadas sobre camadas: significado e controle

neve1O programador e estudante de Filosofia (!!!) estadunidense Alexander Galloway esteve recentemente no Brasil para falar de redes digitais, controle e anonimato. Galloway nunca havia estado na América do Sul e, apesar de tímido, compartilhou generosamente sua sabedoria técnico-filosófica – a mesma utilizada no livro “Protocol - How Control Exists After Decentralization”.

Aqui no Brasil, o especialista em redes digitais falou sobre certas características essenciais - pré-condições - para a existência de uma rede: incongruência e assimetria. Talvez por isso o protocolo (de rede, como DNS e HTML) seja uma manifestação tão humana e socialmente rica - afinal, é imperfeição, é desequilíbrio, é abertura. Mais ainda: é distribuição de poder. O protocolo remete, de fato, à idéia mais fundamental de “etiqueta” – conjunto de regras aceitas formal ou tacitamente por uma coletividade. Pois não há como operar dentro do protocolo sem estar sujeito a todo ele e a suas limitações e regras. Deve-se entender que um protocolo é, em verdade, uma camada (de regras) sobre outra camada – a rede (web) em si, o substrato mais técnico que permite a comunicação à distância entre computadores. Quem aceita o protocolo, ou seja, quem usa a internet, deixa rastros, “pegadas na neve” que nem imagina. E é exatamente esse o maior ônus que quem usa a rede necessariamente paga: a concessão de dados, poder e controle sobre quem ele é, o que faz e quanto tempo passa em cada site.

Galloway adequadamente chama o protocolo de “a mais organizada mass media conhecida pelo homem”. De fato. Maciça, muito mais do que qualquer outra mídia; porém, com outras características muito distintivas, como agilidade, fluidez - e poder distribuído.

As possibilidades, mas, também, as vulnerabilidades dos comunicadores nunca foram tantas nem tão grandes como agora. Quando estiver passeando na rede, não se esqueça: queira ou não, saiba ou não, já aceitou o protocolo.

Labuat e The Pinker Tones

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A imagem acima é do site em flash criado pelo projeto musical Labuat, da cantora espanhola Virginia Maestro, para lançar sua faixa Soy tu aire, do seu álbum de estreia homônimo. O site é bem bonito e “engraçadinho”, como uma amiga definiu, mas acima de tudo um jeito diferente de lançar uma música na web. Quem não gostar tanto assim do som, pode aproveitar o post para conhecer o trabalho do duo The Pinker Tones, co-produtores do disco Labuat. Gostei da levada dessa faixa do álbum deles Wild Animals chamada Happy Everywhere.

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Direto da Flip: O livreiro

É um site bem bacana que já foi citado aqui. O projeto foi lançado em duas frentes: um estande de apresentação ao lado da lojinha da Flip, e um mega painel montado no largo ao lado da antiga cadeia, em frente ao pier. O site tem escritores recomendando títulos, depoimentos, entrevistas, você poderá fazer sua lista de leitura interagindo com amigos numa rede social, com o suporte do acervo da Livraria Cultura. Por enquanto veja aqui.
Amanhã teremos uma entrevista com a idealizadora e saberemos tudo. No painel foram usados cerca de 2 mil livros compondo a imagem do rosto de Manuel Bandeira. Afaste o olhar que dá pra visualisar melhor! Difícil de fotografar com a minha supercâmera (rsrsrs), mas não havia quem passasse sem parar para admirar e posar para uma foto ao lado do totem.

Conhecimento digitalizado

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Nestes tempos em que se discute a toque de mesa de bar as vantagens e os obstáculos de acervos em outras plataformas - veja o agito recente em torno do Kindle e dos audiobooks - duas iniciativas mostram que, sim, é possível democratizar o conhecimento humano pelas vias digitais.

A primeira delas vem da Brasiliana USP, projeto do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), em parceria com o bibliófilo José Mindlin (foto), que já liberou para consulta na internet cerca de 3 mil livros da Biblioteca Guita e José Mindlin, em construção na Universidade de São Paulo. Um sistema robotizado adquirido pela insituição é capaz de digitalizar, em média, 40 livros por dia. No final do trabalho, serão 40 mil títulos.

A outra é a digitalização de parte do acervo da Cinemateca Brasileira, prometida para o final do ano. Na primeira etapa, serão restaurados programas da TV Tupi e filmes da produtora Atlândida, ícones da televisão e do cinema na década de 1960. Tudo gratuito.

A “Wikipedia” das fotografias

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Depois da Wikipedia, o maior banco de dados colaborativo do mundo, chega à internet a Fotopedia, com o mesmo conceito, disposto a ser um gigante portal para armazenar imagens. Fuciona assim: se você tiver fotos no seu arquivo ou em sites como o Flickr, pode criar um álbum temático e adicioná-las, além de complementá-las com mapas e os próprios artigos da Wikipedia. Como todos os arquivos devem estar licenciados  pelo Creative Commons, todas as imagens podem ser compartilhadas.

A revisão da internet versão 2.0

Pode parecer até hipocrisia estar criticando um assunto utilizando as mesmas ferramentas do “inimigo” que você condena, mas, talvez, esse seja o truque de Andrew Keen, autor do polêmico Culto ao Amador (Jorge Zahar, 2009). Blogs, Orkut, My Space, Messenger, sites de downloads, Wikipédia, Youtube, E-bay, Amazon, todos viram réus no tribunal do ex-engenheiro de tecnologia do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussetts).

O livro fala de como as tecnologias de comunicação vem alterando as relações humanas e principalmente sobre o quanto afetam as indústrias fonográficas, cinematográficas e tocam em questões morais como direitos autorais e abuso sexual de menores. Para ele, abertura dada aos amadores para produção de conteúdo on-line afeta a confiabilidade - que já não é tanta - na rede e afasta o especialista. More »

Mosaico de livros

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Eis um bom exemplo de como aliar informação à imagem. O designer americano Chris Harrison classificou 735.323 mil livros do acervo da Amazon de acordo com diversos gêneros e suportes (de literatura, passando por audiobooks, até Os Simpsons). Com esses dados em mãos, ativou uma ferramenta de processamento de dados, o wikivi, que criou uma escala de cor para cada assunto e os juntou em um grande mosaico. À medida que o tempo passava, uma espécie de “fenômeno físico tecnologico” fazia com que os temas relacionados se amontoassem. O resultado final é um grande universo “cósmico” de milhares de livros. Quem sabe no futuro as ferramentas de busca não serão assim?

Veja um zoom do mosaico com todas as capas de livros utilizadas, depois do jump. More »

David Lynch - Interview Project

David Lynch lançou um novo trabalho enquanto não lança um novo filme para que seus fãs possam matar a saudade. O projeto se chama Interview Project, a série é o resultado de diversas entrevistas que Lynch fez ao rodar os EUA durante 70 dias. São pessoas comuns, com algumas peculiaridades que serão mostradas ao longo de 121 episódios, um a cada três dias.

Ontem aconteceu  a estreia, Jess é o primeiro entrevistado de Lynch encontrado sentado em uma estrada da Califórnia  conta como espera sentado pelo conserto de seu trailer e a ânsia de poder partir para o deserto e morar sozinho.

Vale a pena conferir o site aqui.

Deixo também o veterano falando um pouquinho do Interview Project:

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