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Clube do Filme: educação através do cinema

O livro Clube do Filme já foi comentando no blog Coruja. Trata-se de uma obra autobiográfica sobre a história de como o autor, o crítico de cinema canadense David Gilmour (não, não é o guitarrista do Pink Floyd), permitiu que seu filho, Jesse, abandonasse a escola em troca de três sessões semanais de filmes em casa na companhia do pai. Tal iniciativa gerou polêmica em torno da educação no século 21. Uns aprovam a ideia, outros abominam. O próprio Gilmour, que também é professor, não esconde que ficou com muito medo de tomar a decisão - será que estaria “sendo responsável por destruir a vida do filho?”, pensou. Ele deixou isso bem claro quando esteve, junto com Jesse, na Livraria Cultura do shopping Vila-Lobos. Porém, o resultado não foi negativo. Percebi, no pouco tempo em que estive com os dois, que eles são amigos de verdade e convivem bem (algo importante na relação pai e filho). Além do mais, Jesse, hoje aos 22 anos, ganha um certo dinheiro fazendo alguns trabalhos de atuação e está escrevendo roteiros para o cinema. Mas David não deixa de fazer um alerta. “Para fazer isso, é necessário reconhecer que o filho antes de mais nada é saudável”. Se a decisão foi arriscada? Sim, foi. “Mas quem não quiser passar por risco que não tenha filhos”, diz David.

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12 Responses to “Clube do Filme: educação através do cinema”


  1. Gravatar Icon 1 M.Matias

    Quem dera largar a escola pra ficar vendo filmes. Eeee vida boa!

  2. Gravatar Icon 2 Rosangela

    Somente um pai muito equilibrado pode fazer algo assim pelo filho. Meu irmão largou a escola no Ensino Médio e se arrepende até hoje. Meu pai, bastante condizente e conformado com tudo, achou que seria melhor do que força-lo a algo que não queria fazer. Meu irmão é um adulto sem muita atitude hoje, apesar de ter voltado a estudar e estar cursando a faculdade de Geografia. David teve uma atitude arriscada sim, mas como ele mesmo disse “quem não quiser passar por risco que não tenha filhos”. A educação é algo muito particular mesmo e algo que requer muito equilíbrio, muito direcionamento e muita disciplina. Ter dado ao filho uma atividade obrigatória no lugar de algo que deixou para trás certamente tenha feito toda a diferença.

  3. Gravatar Icon 3 M.Matias

    Meu pai só assistia novela das oito. Ainda bem que não me tirou da escola.

  4. Gravatar Icon 4 Fabiana

    O livro é ótimo, pois trata de uma experiência real, de um pai angustiado em ver o filho detestando a escola, e sabendo que se ele continuasse na escola poderia ser pior do que sair.

    Estive na mesa redonda com David e Jesse, e pude constatar que o Clube do Filme deu certo! Os dois parecem muito a vontade um com o outro, e Jesse parece que se “encontrou”. E quando ele se sentiu preparado, voltou para a escola sem pressão, aproveitando muita mais o que a escola pode oferecer.

  5. Gravatar Icon 5 Cassia A de Souza Santana

    Que bom…além de navegar pelo site, poderei curtir as novidades do BLOG.
    Parabéns a equipe pela riqueza de conteúdo!
    Abç
    Cássia santana

  6. Gravatar Icon 6 Spencer

    A decisão não foi nada arriscada, zero de risco. Deixar filho em casa vendo TV é a coisa mais fácil de fazer. Difícil é lutar para tê-los na escola, convencê-los que todas as bobagens que passam na TV nada acrescentam. Arriscado e dolorido é orientá-los com vistas ao futuro, mostrando que o presente é efêmero. Deixá-los não estudar! Risco? Duro e arriscado é lutar para que estudem, para que se fixem no futuro e não só no presente. Agradar filhos, deixá-los confortáveis, sem resistência e sem impertinência é muito fácil. Arriscado é “não arriscar”, como ele fez, o futuro mostrará.

  7. Gravatar Icon 7 Fabiana

    Spencer, acho que você não entendeu: a ideia do Clube do Filme não era tirar o garoto da escola e deixá-lo em frente a TV, sozinho, sem propósito. Pai e filho, JUNTOS, assistiram e discutiram vários filmes, estreitando sua relação e comentando assuntos da vida deles! E com o tempo, o filho percebeu que estava na hora de voltar a escola, voltou e foi bem sucedido, o que provavelmente não aconteceria se ele continuasse se sentindo pressionado a ir a escola quando não queria.
    Arriscado foi, claro, mas não se substituiu a escola por TV, mas sim por uma atividade que rapaz gostava (ver filmes) acompanhado do pai.

  8. Gravatar Icon 8 Rosa Mendoça

    Ainda não li o livro, mas o assunto me interessa como professora e mãe (resolvi as crises de minhas filhas e alunos com a escola, na escola) . Estou curiosa! Na escola pública fiz algo semelhante com alunos, o projeto chamava-se Cadernos de cinema! Uma coisa percebi nesse caso, trata-se de uma experiência bem particular que, no máximo, pode ser cinscunscrita a um grupo economicamente favorecido e com formação acadêmica (ou similar). Outra coisa é certa, o livro tem marketing, os autores já estão fazendo palestras no Brasil etc, daqui a pouco vira um filme, ou quem sabe um seriado de TV…

  9. Gravatar Icon 9 Liriane

    Gostei muito do livro. De uma sensibilidade ímpar. Mostra que cada pessoa é uma pessoa e quando conseguimos captar a alma desta pessoa e nos dispomos a ajudá-la a chegar no “alvo”, então vemos este desabrochar de quem encontrou aquilo que realmente é e gosta de fazer. Simplesmente fantástico.

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