O livro Clube do Filme já foi comentando no blog Coruja. Trata-se de uma obra autobiográfica sobre a história de como o autor, o crítico de cinema canadense David Gilmour (não, não é o guitarrista do Pink Floyd), permitiu que seu filho, Jesse, abandonasse a escola em troca de três sessões semanais de filmes em casa na companhia do pai. Tal iniciativa gerou polêmica em torno da educação no século 21. Uns aprovam a ideia, outros abominam. O próprio Gilmour, que também é professor, não esconde que ficou com muito medo de tomar a decisão - será que estaria “sendo responsável por destruir a vida do filho?”, pensou. Ele deixou isso bem claro quando esteve, junto com Jesse, na Livraria Cultura do shopping Vila-Lobos. Porém, o resultado não foi negativo. Percebi, no pouco tempo em que estive com os dois, que eles são amigos de verdade e convivem bem (algo importante na relação pai e filho). Além do mais, Jesse, hoje aos 22 anos, ganha um certo dinheiro fazendo alguns trabalhos de atuação e está escrevendo roteiros para o cinema. Mas David não deixa de fazer um alerta. “Para fazer isso, é necessário reconhecer que o filho antes de mais nada é saudável”. Se a decisão foi arriscada? Sim, foi. “Mas quem não quiser passar por risco que não tenha filhos”, diz David.
