
Maria é irmã de Antônio, que é neto de Laura, que é mãe de Marta, que foi casada com Mario, que é primo de Campos. Não fossem integrantes de uma família de escritores, não seria difícil imaginá-los personagens de Dostoiévski, ou até mesmo de Drummond.
A edição de julho da Revista da Cultura traz em sua matéria de capa a história de Famílias de Escritores, a exemplo de Alexandre Dumas (pai e filho), os Verissimos (Luiz Fernando e Erico), Chico e Sérgio Buarque de Holanda, André e Sérgio Sant´Anna e Fabricio Carpinejar e Carlos Nejar. A ciência mostra que é inegável a “transmissão” dos genes talentosos, mas, na prática, a influência na formação do escritor vem mesmo da biblioteca familiar. Leia a matéria aqui.
Em entrevista exclusiva ao Blog da Cultura, Mario Prata, um dos mais renomados escritores brasileiros em atividade, diz que não só foi influenciado por seus pais e tios, ótimos contadores de causos, como especialmente pelo primo, o irreverente escritor Campos de Carvalho.
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A “tradição” foi passada aos filhos, Antônio e Maria, como também para a jornalista e escritora Marta Góes, com quem foi casado por cinco anos. A influência seguiu com o jornalista Nirlando Beirão, com quem Marta Góes é casada atualmente - além da avó Laura Góes, também escritora.
Prata, que nunca pensou em ser escritor, tinha destino profissional certo como economista ou gerente do Banco do Brasil, onde trabalhou. Os pais quase o “internaram” quando decidiu abandonar a faculdade de economia, que cursava na USP, para se dedicar à escrita. Já com Antônio, seu filho, a coisa foi bem mais tranquila. “Um dia ele me disse que ia ser escritor, assim como quem diz que vai fazer engenharia. A impressão é que Antônio se tornou escritor porque ninguém avisou que ele poderia ser outra coisa na vida”, brinca.
E, como é viver numa família de escritores? Mario acredita que uma pessoa “de fora” pode achar esquisito, mas, para ele é absolutamente normal, como se fossem dentistas. Será?
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